Ciência e Saúde
País contabiliza 555.512 óbitos e 19.879.037 casos de coronavírus, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. Média móvel de mortes está em 1.013. O Brasil registrou 886 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta sexta-feira (30) 555.512 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.013 - a mais baixa desde 7 de fevereiro (1.004). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -15% e aponta tendência de estabilidade. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta sexta-feira. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja a sequência da última semana na média móvel: Média móvel de mortes Arte G1 Sábado (24): 1.168 Domingo (25): 1.105 Segunda (26): 1.101 Terça (27): 1.086 Quarta (28): 1.083 Quinta (29): 1.070 Sexta (30): 1.013 De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel de mortes acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Três estados apresentam tendência de alta nas mortes: ES, RJ e AP O estado do Acre não registrou mortes nas últimas 24 horas. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia, 19.879.037 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 40.128 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 35.538 diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de -9% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica estabilidade. Em seu pior momento, a curva da média de diagnósticos chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 30 de julho Total de mortes: 555.512 Registro de mortes em 24 horas: 886 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.013 por dia (variação em 14 dias: -15%) Total de casos confirmados: 19.879.037 Registro de casos confirmados em 24 horas: 40.128 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 35.538 por dia (variação em 14 dias: -9%) Estados Em alta (3 estados): ES, RJ e AP Em estabilidade (9 estados): SC, MG, GO, MT, AM, RO, RR, PE e PI Em queda (14 estados e o DF): PR, RS, SP, DF, MS, AC, PA, TO, AL, BA, CE, MA, PB, RN e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Quase 20% da população está totalmente imunizada contra a Covid-19, segundo dados divulgados pelo consórcio dos veículos de imprensa às 20h desta sexta-feira. No total, 41.012.243 pessoas já receberam a segunda dose da vacina ou o imunizante em dose única. Uma marca importante foi atingida nesta sexta: o Brasil chegou aos 100 milhões de vacinados com a primeira dose - especialistas alertam sobre a importância das duas doses. No total, a primeira dose foi aplicada em 100.082.100 pessoas em todos os estados e no Distrito Federal, o equivalente a 47,26% da população. Veja a situação nos estados Estados com alta nas mortes Arte G1 Estados com estabilidade nas mortes Arte G1 Estados com queda nas mortes Arte G1 Sul PR: -23% RS: -26% SC: -4% Sudeste ES: +17% MG: -9% RJ: +16% SP: -19% Centro-Oeste DF: -26% GO: -4% MS: -16% MT: +6% Norte AC: -80% AM: +8% AP: +31% PA: -22% RO: -3% RR: -4% TO: -38% Nordeste AL: -23% BA: -39% CE: -30% MA: -22% PB: -31% PE: +8% PI: -4% RN: -52% SE: -64% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste a Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Números da pandemia Editoria de Arte/G1
Documento do órgão de saúde dos Estados Unidos também diz que pessoas vacinadas têm praticamente a mesma chance de transmitir a nova versão do vírus do que as não vacinadas. Vacinados tem a mesma chance de transmitir a variante Delta mas tendem a não desenvolver casos graves, diz documento dos EUA Um documento divulgado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde dos Estados Unidos responsável pelo combate às pandemias, informa que a variante delta é tão transmissível quanto a catapora. Isso significa que a nova versão se espalha mais que o ebola, todas as versões anteriores do coronavírus, a gripe comum e a varíola. Além disso, a nova versão do coronavírus tem a mesma chance de ser transmitida por pessoas vacinadas e não vacinadas. No entanto, a imunização é eficiente para evitar os casos graves e mortes pela Covid-19. Mais de 99% das mortes por Covid nos EUA em maio são de pessoas não vacinadas O informe do CDC foi inicialmente divulgado pelo jornal "The Washington Post" nesta quinta-feira (29) e é baseado em vários estudos publicados sobre a variante delta. Um deles foi feito durante um surto em Provincetown, no estado de Massachussets, e trouxe evidências dessa capacidade de transmissão independentemente da aplicação da vacina. É importante ressaltar que, segundo o órgão, apesar da capacidade de transmissão, os pacientes vacinados são mais protegidos contra a doença e, se infectados, têm uma chance bastante reduzida de hospitalização e morte. Resumo das informações: Vacinas têm altas taxas de eficácia após a aplicação de 2 doses Infectados pela variante delta sem a vacina têm mais chance de hospitalização do que por outras variantes do coronavírus Vacinados e não vacinados têm chance de transmitir o vírus Variante delta é mais transmissível do que todas as versões do coronavírus A delta também é mais transmissível que o ebola e a varíola O órgão informa que "a guerra mudou" Máscaras de volta Na terça-feira (27), o CDC voltou atrás e recomendou que pessoas que receberam vacina contra o coronavírus voltem a usar máscaras quando estiverem em ambientes fechados, de acordo com a circunstância. A preocupação está relacionada com a variante delta, que tem infectado aqueles que já receberam duas doses de vacina, de acordo com relatórios de saúde. Quase metade (48,8%) da população americana já recebeu duas doses de vacina, de acordo com a plataforma Our World In Data. São cerca de 163 milhões de pessoas. Uma recomendação especial foi feita para que, mesmo entre os vacinados, seja mantido o uso de máscaras em escolas por professores, funcionários, alunos e visitantes de escolas. Em maio, o CDC tinha afirmado que as pessoas plenamente vacinadas não precisavam usar máscaras, nem mesmo em ambientes fechados. Havia uma exceção: no transporte público, todos deveriam manter as máscaras de proteção. G1 no Youtube
O estudo, publicado na revista científica americana JAMA Ophthalmology, foi realizado pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Uveíte pode desencadear outros problemas nos olhos, como catarata, glaucoma e edemas de retina Unsplash Pesquisadores brasileiros identificaram a presença do coronavírus na retina de pessoas que tiveram Covid-19, segundo um estudo publicado na quinta-feira (29). Anteriormente, o grupo já havia observado que cerca de 20% das pessoas que foram contaminadas pela doença apresentavam anomalias oftalmológicas. O estudo, publicado na revista científica americana JAMA Ophthalmology, foi realizado pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). "Essa pesquisa mostrou, depois de muitos meses, que o vírus pode estar na retina - e que talvez ele se esconda no sistema nervoso central e em outros órgãos, sendo uma espécie de reservatório, podendo estar relacionado aos casos de Covid crônica", explica Rubens Belfort Junior, um dos coordenadores da pesquisa e presidente da Academia Nacional de Medicina, em entrevista ao Globo News. Leia também: Covid-19: China enfrenta pior surto da doença desde o aparecimento do coronavírus em Wuhan Presidente de Israel recebe 3ª dose da vacina da Pfizer contra Covid Para chegar a essa conclusão, pesquisadores analisaram a retina de pacientes que faleceram em decorrência da gravidade da Covid-19, e que tiveram os órgãos doados pelas famílias. Ao todo, foram analisados os olhos de três pacientes, sendo dois homens e uma mulher. Os pacientes tinham entre 69 e 78 anos. O processo de enucleação ocular - remoção dos olhos - foi realizado em um período de até 02 horas após a morte dos pacientes e utilizou a tecnologia de transplante de córnea. O que a retina pode revelar? A retina, segundo Belford, é um excelente biomarcador, ou seja, pode revelar o que está acontecendo em outras partes do organismo. "Isso [a análise da retina] nos dá a possibilidade de descobrir a presença do vírus em outras partes do sistema nervoso central onde ele esteja causando doença. Não seria apenas a alteração vascular, mas sim a ação direta do vírus nos tecidos", diz Belford. Estudo detecta coronavírus na retina de quem teve Covid-19 Sequelas a longo prazo Uma pesquisa anterior feita pelos pesquisadores revelou que cerca de 20% dos pacientes contaminados com Covid, seja casos leves ou graves, apresentaram anomalias vasculares. "Não é dependente exclusivamente da gravidade, pode ser a própria maneira do vírus causar reações no organismo", afirma Belford. Segundo o especialista, a maioria das lesões acaba se resolvendo sem deixar problemas graves, mas existe uma pequena parcela dos infectados que pode ter sequelas para a vida toda. "A gente calcula que apenas 2% a 3% tem lesão grave e que algumas pessoas, dentro desse percentual, podem perder a visão de um dos olhos, pelo menos. Mas, tudo ainda é muito novo e as pesquisas ainda estão evoluindo", explica Belford. Veja mais vídeos sobre a Covid:
Múmias da cultura chinchorro foram incluídas na Lista do Patrimônio Mundial pela Unesco nesta semana. Múmias da cultura chinchorro foram incluídas na Lista do Patrimônio Mundial pela Unesco nesta semana Imagen de Chile/Felipe Cantillana (via BBC) "As mais antigas evidências arqueológicas conhecidas de mumificação artificial de corpos", segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), estão presentes na América do Sul, na costa árida do deserto do Atacama. Os 5 lugares da América Latina eleitos patrimônios da humanidade — 1 deles no Brasil Há mais de 7 mil anos, essa região foi habitada por uma sociedade de caçadores-coletores na qual os mortos tinham grande importância. As habilidosas técnicas de mumificação da cultura chinchorro datam de 2 mil anos antes dos egípcios. O valor foi reconhecido pela Unesco, que incluiu, no fim de julho de 2021, suas múmias e a área que guarda seus achados arqueológicos na Lista do Patrimônio Mundial. Uma sociedade de pescadores A cultura chinchorro habitou a região entre os portos de Ilo, no Peru, e Antofagasta, no Chile. Apesar de muito árida, a área tinha recursos marinhos em abundância devido aos efeitos da corrente fria de Humboldt, que cria um fenômeno chamado ressurgência no oceano, e dos diversos riachos que a atravessam para desembocar no mar. Múmias egípcias de animais são 'abertas' por cientistas em imagens 3D; veja VÍDEO Assim, os chinchorro se especializaram na exploração dos recursos marinhos e chegaram a desenvolver diversas ferramentas para facilitar a atividade pesqueira, como um anzol feito de espinhos de cactos e pontas de arpão. A descrição feita pela Unesco fala ainda de "ferramentas feitas de materiais de origem mineral e vegetal, bem como instrumentos simples feitos de ossos e conchas". Informações do Museu Chileno de Arte Pré-Colombiana dão conta de que, "a partir de tumores encontrados nas orelhas das múmias da época, sabe-se que mergulhavam em grande profundidade". A habilidade para a pesca permitiu que eles construíssem assentamentos semipermanentes na foz dos rios e riachos da área. Embora existam poucas informações sobre a forma como se organizavam, há indícios de que se reuniam em grupos de 30 a 50 pessoas que aparentemente tinham alguma relação de parentesco. Como os chinchorro mumificavam os mortos Segundo informações da Universidade de Tarapacá, no Chile, que tem liderado a pesquisa e conservação da cultura chinchorro, o processo de mumificação consistia na extração dos órgãos e vísceras dos mortos por meio de incisões e na sua substituição por vegetais, penas, pedaços de couro, lã e outros materiais. Também se removia o couro cabeludo e a pele do rosto e abria-se o crânio para retirar o cérebro — depois de seco, ele era preenchido com cinzas, terra, argila e pelos de animais. Por fim, modelava-se o rosto, que era adornado com uma peruca feita com cabelo humano. O corpo ganhava uma vestimenta de tecido vegetal e era coberto com uma camada de argila. No início, técnica era usada apenas em crianças e recém-nascidos mortos Getty Images via BBC Embora no início os chinchorro mumificassem apenas recém-nascidos e crianças — que eram preservados junto de estatuetas de barro —, em seu auge, por volta de 3.000 a.C., eles chegaram a mumificar todo tipo de membro da sociedade, independentemente da idade. Diferentes tipos de múmias Ainda segundo a Universidade de Tarapacá, até o momento foram analisadas 208 múmias. O estudo da amostra revelou que as técnicas de embalsamamento usadas por esse povo variaram ao longo do tempo e foram simplificadas nos estágios finais, ao contrário do que aconteceu com os egípcios, que foram sofisticando suas técnicas. Até hoje foram analisadas cerca de 208 múmias Getty Images via BBC Há múmias negras, cobertas por óxido de manganês; múmias vermelhas, pintadas com óxido de ferro; e múmias enfaixadas. Entre os pontos em comum que compartilham estão a peruca, uma máscara facial e bastões para reforçar o corpo. "A cultura chinchorro considerava suas múmias como parte do mundo dos vivos, o que explica por que deixavam os olhos e a boca abertos e usavam macas, feitas de fibra vegetal ou pele de animal, para transportá-las", destaca a Universidade de Tarapacá. As avançadas técnicas de embalsamamento, auxiliadas pelas condições climáticas do ambiente desértico e salino do Atacama, levaram à preservação das cerca de 120 múmias que hoje estão no acervo do Museu Arqueológico de San Miguel de Azapa, no Chile. Veja VÍDEOS de ciência e saúde:
Veja um resumo do que virou notícia fora das disputas por medalha na primeira semana de Jogos Olímpicos em Tóquio. VÍDEO: saiba o que virou notícia na 1ª semana de Olimpíadas Os Jogos Olímpicos de Tóquio completam nesta sexta-feira (30) uma semana desde a cerimônia de abertura. Olimpíadas costumam apresentar histórias que vão muito além do esporte, mas a edição deste ano — adiada por causa da pandemia — é ainda mais especial. Afinal, são os Jogos Olímpicos no meio da pandemia do novo coronavírus, com o Japão e a capital Tóquio registrando seguidos recordes de novos casos de Covid-19. Ainda há as questões relacionadas à saúde mental, que vieram à tona com a desistência da ginasta Simone Biles em participar de algumas competições; a questão da diversidade e representatividade; e problemas meteorológicos que impactaram as disputas. E também espaço para a música brasileira entrar na trilha sonora das arenas de competição. Veja abaixo 5 temas da primeira semana de Olimpíadas de Tóquio: 1. Covid continua a preocupar Rua de lojas em Tóquio, no Japão, nesta sexta-feira (30) Kantaro Komiya/AP Photo Pela primeira vez na história as Olimpíadas foram adiadas, e Tóquio está recebendo os Jogos Olímpicos um ano depois do previsto devido à pandemia. Esperava-se que a situação estivesse mais controlada em 2021, mas a Covid-19 continua a ser um problema no Japão. Tóquio vem registrando recordes diários de novos casos ao longo desta semana. Nesta sexta, o governo japonês decidiu estender o estado de emergência, que já está em vigor na capital desde o início do mês, para mais quatro regiões (inclusive Saitama, uma das subsedes dos Jogos Olímpicos). Os organizadores, os atletas e outras pessoas envolvidas na Tóquio 2020 se comprometeram em seguir uma série de protocolos de isolamento, testagem e rastreamento de contatos para evitar que as Olimpíadas se tornassem um evento super espalhador do vírus para os japoneses — que nem sequer podem entrar nos locais de competições por causa do estado de emergência em Tóquio. Pessoas caminham por cruzamento perto de estação em Tóquio, em 29 de julho de 2021. Sede das Olimpíadas, a capital japonesa registrou o 3º dia seguido de recorde de casos de Covid-19. Kantaro Komiya/AP No entanto, alguns casos foram registrados dentro da "bolha olímpica": já são mais de 200 infectados com Covid-19 entre pessoas envolvidas com os Jogos (incluindo 25 atletas e técnicos). Apenas um caso, o do americano Sam Kendricks, que competiria no salto com vara, foi o suficiente para colocar em quarentena todo o time de atletismo da Austrália porque alguns atletas australianos terem treinado com o saltador dos EUA. 2. Saúde mental importa Simone Biles disputa final feminina de equipes da ginástica artística nos Jogos de Tóquio Lindsey Wasson/Reuters As discussões sobre a saúde mental dos atletas começaram mesmo antes dos Jogos, como a desistência da tenista japonesa Naomi Osaka de Roland Garros devido à depressão. Em Tóquio, Naomi foi a grande estrela da cerimônia de abertura, acendendo a pira olímpica. E o tema voltou à tona nas Olimpíadas com Simone Biles, ginasta americana considerada a melhor de todos os tempos. A atleta deixou a final por equipes após errar um salto. No dia seguinte, Biles oficializou a desistência da final individual geral da ginástica artística, disputa em que era ampla favorita ao ouro. O motivo: precisava cuidar da saúde mental, que não estava nada boa. VÍDEO: Decisão de não competir indica limite do estresse para Simone Biles A desistência levantou o debate: até onde vai o limite dos atletas de alto rendimento, acostumados com pressão e holofotes? Naomi e Biles não foram as únicas esportistas envolvidas nas Olimpíadas de Tóquio que já desistiram ou sofreram com problemas de saúde mental. 3. Representatividade em pauta Luciana Alvarado, ginasta da Costa Rica, ergue o punho no gesto que marcou os protestos "Black Lives Matter" ao terminar sua prova de solo das Olimpíadas neste domingo (25) Natacha Pisarenko/AP Photo Na edição que pretende ser a mais igualitária da história dos Jogos Olímpicos, o tema da representatividade foi visto tanto nos protestos contra o racismo e o machismo quanto nos atletas LGBTQIA+, que não esconderam suas orientações sexuais ou identidades de gênero. Os protestos contra o racismo foram vistos logo nos primeiros dias, com atletas se ajoelhando e erguendo o punho — símbolo das manifestações do "Black Lives Matter" (Vidas Negras Importam). Uma ginasta da Costa Rica fez o gesto ao encerrar a participação no solo. Regras sobre protestos em Tóquio não é transparente, dizem atletas alemãs A ginástica, aliás, é um esporte em que se discutiu o uso das roupas diferentes dependendo do gênero. As alemãs decidiram competir com uniforme comprido nas pernas, em vez do collant tradicional adotado pelas mulheres, considerado muitas vezes menos confortável. Foi também a edição com maior representatividade LGBTQIA+, inclusive no Brasil, com atletas falando abertamente sobe suas orientações sexuais ou identidades de gênero. O site OutSports fez um levantamento que indica que, neste ano, são pelo menos 160 atletas lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queer e não binários assumidos. Os dois últimos Jogos juntos somavam 79. Um desses atletas é o jogador de vôlei Douglas Souza, que se tornou um fenômeno nas redes sociais. Em postagens bem-humoradas, o atleta de 25 anos mostra bastidores dos Jogos em meio à pandemia. 4. Calor, umidade e vento Equipe de remo dos EUA treina no mar de Tóquio em 18 de julho de 2021 Jae C. Hong/AP/Arquivo Quando os organizadores dos Jogos Olímpicos marcaram o evento para o verão japonês, especialistas já alertavam para os riscos associados à estação: faz muito calor na capital nesta época do ano, e o efeito da ilha de calor potencializa a sensação térmica. A umidade altíssima não ajuda. Isso ficou evidente quando atletas começaram a reclamar das disputas debaixo do sol quente de Tóquio. O tenista russo Daniil Medvedev desabafou ao juiz: "Eu posso morrer aqui", afirmou durante uma das partidas de simples do torneio de tênis. O vento forte que sopra em Tóquio — que deveria aliviar o calor — acabou se tornando também um empecilho para os atletas. Nas provas de skate, não era difícil ver os competidores pedindo para esperar antes de entrarem em ação por causa das rajadas na Baía de Tóquio. Quem se deu bem com o vento foi surfe. Uma forte tempestade, que chegou próximo de ser considerada um tufão, chegou a preocupar as autoridades japonesas. Mas isso acabou sendo uma boa notícia para os surfistas devido às ondas. As finais da modalidade foram antecipadas por causa do tufão, e o brasileiro Ítalo Ferreira conquistou o primeiro ouro da história do surfe olímpico. 5. 'Baile de favela' chega de cometa a Tóquio Pop no vôlei, Pabllo no quarto de Douglas e funk na ginástica e nos passos de Rayssa: hits brasileiros invadem Tóquio Montagem: Arquivo pessoal/Facebook-Reprodução Pelas transmissões na televisão, dá para ouvir que o pop brasileiro está nas Olimpíadas. Está, por exemplo, nas arenas do vôlei, com um DJ que escolhe hits de Anitta, Barões da Pisadinha, Israel & Rodolffo e Pabllo Vittar como trilha sonora entre um ponto e outro nos jogos do Brasil. Pabllo Vittar, aliás, emplacou o que seria o hit da delegação brasileira em Tóquio: "Zap Zum", a preferida do ponteiro Douglas Souza, craque do vôlei masculino que virou a sensação destas Olimpíadas com suas postagens nas redes sociais. O funk brasileiro também ganhou lugar na apresentação oficial da ginasta Rebeca Andrade. A atleta fez sua entrada no solo ao som de "Baile de favela", o funk que mudou a vida de MC João. 'Prata com gosto de ouro', diz autor de 'Baile de Favela', música usada por Rebeca Andrade Como 'Baile de Favela' foi parar nas Olimpíadas de Tóquio com Rebeca Andrade Teve espaço também para o funk "Não nasceu pra namorar", parceria entre MC Zaquin e MC Rick, que embalou os passos de Rayssa Leal, medalhista de prata no skate street feminino aos 13 anos. Dança da fadinha: de onde veio coreografia que embalou a medalha de Rayssa Leal no skate? Dança da Fadinha: de onde veio a coreografia que embalou a medalha de Rayssa Leal no skate Initial plugin text
Últimas Notícias
Bebida alcoólica corta o efeito dos analgésicos? Veja mitos e verdades
Algumas pessoas acreditam que as bebidas alcoólicas cortam o efeito dos medicamentos, no entanto o álcool não interfere na ação dos remédios. O que ocorre é que, por ter um efeito diurético, o álcool faz o organismo excretar mais rapidamente os analgésicos, interferindo na duração da ação desses fármacos.
Sorvete é ameaça? Veja mitos e verdades sobre doenças respiratórias
Assim que o tempo esfria as mães já alertam os filhos para vestirem um casaco. Mas será que ficar agasalhado impede mesmo o contágio da gripe? E tomar um chá quente? Será que ajuda? Ficar exposto ao ar condicionado provoca doenças respiratórias?
 
CHECK UP - ROTINA LABORATORIAL
Check-up Laboratorial é uma bateria de exames indispensável que inclui a orientação dos médicos dos riscos para a sua saúde...
SEXAGEM FETAL
Atualmente é raro encontrar casais que preferem esperar o momento do parto para satisfazer a curiosidade quanto ao sexo do bebê. Cada vez mais, eles têm pressa em saber se o filho vai ser um menino ou uma menina, para o quanto antes lhe dar um nome, fazer planos, comprar o enxoval e até preparar e decorar o quarto tão sonhado.
TESTE DE PATERNIDADE - DNA
O Teste de paternidade ou DNA refere-se a investigação de parentesco entre pessoas...
Acompanhe
Entre em contato
Matriz: (43) 3546-1440
4384315131
Todos os Direitos Reservados à Laboratório Vera Cruz
Rua Rui Barbosa, 871 - Centro - Ibaiti - Paraná - Fone:(43) 3546 1440