Ciência e Saúde
Divinópolis, Pará de Minas, Itaúna e Igaratinga são os municípios com registros da doença, segundo informou a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Acesso ao Parque da Ilha foi proibido pela Prefeitura de Divinópolis Prefeitura de Divinópolis/ Divulgação A maioria dos casos de febre maculosa registrados em Minas Gerais, neste ano, está concentrada na região do Centro-Oeste. A informação foi confirmada pelo G1 por meio do boletim epidemiológico fornecido pela Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). As cidades que tiveram casos são Divinópolis, Pará de Minas, Itaúna e Igaratinga. Sobre prevenção devido à incidência na região, a secretaria informou que cada Prefeitura é responsável pelas ações com moradores. Em Divinópolis, foram 3 casos suspeitos de morte por febre maculosa sendo que dois deles foram confirmados no último dia 8, pelo secretário Municipal de Saúde, Amarildo Sousa. Em Itaúna, três mortes pela doença foram confirmadas. Os laudos foram divulgados no dia 3 de agosto. Em Pará de Minas, conforme a SES, houve um caso da doença, entretanto o paciente se recuperou. Já em Igaratinga, apesar do boletim constar registro de uma morte pela febre maculosa, o Município informou ao G1, nesta quarta-feira (15), que a vítima não era natural de Igaratinga e nem residia na cidade. Segundo disse a coordenadora municipal de epidemiologica, Angêlica Conceição dos Santos, a vítima é uma criança do sexo masculino, de 3 anos, residente de Belo Horizonte. Ela visitou Igaratinga semanas antes do óbito, contudo, a coordenadora disse que não foi comprovado que tenha contraído a doença na cidade. “Quando foi me repassado a informação de que a criança havia visitado o sítio de parentes aqui na cidade, eu comuniquei a Regional de Saúde e os técnicos vieram e coletaram amostras de sangue de cavalos e cachorros que habitam o sitio. E esses exames revelaram que a imunoglobulinas dos cavalos deram positivo para febre maculosa, mas as amostras de carrapato deram negativos”, disse. Após o registro do caso, a Prefeitura orientou principalmente os residentes do sítio onde a criança esteve a tomar medidas de prevenção em relação a doença. Foram feitas dedetizações no local, além de ações ensinando como deve ser feito o manejo de animais, como por exemplo, cavalos. Casos na região No dia 1º de julho, uma jovem de 24 anos morreu após dar entrada no Hospital São João (HJSD) em Divinópolis, com dores no corpo e febre alta. Ela foi encaminhada à UPA no dia 30 de junho e transferida para o hospital no mesmo dia, mas também não resistiu. Já no dia 23 de julho, um idoso de 81 anos morreu após dar entrada no Hospital Santa Mônica com febre alta e dores no corpo. Ele chegou a ser encaminhado à Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), mas não resistiu. Um terceiro caso envolvendo a morte de um idoso de 64 anos está em investigação no município. Em Itaúna, as vítimas são uma jovem de 20 anos, um homem de 54 e um idoso de 60 anos. Os casos foram confirmados pela Secretaria de Saúde do município no início desse mês. Ações de prevenção Em Divinópolis, a Secretaria de Saúde (Semusa) restringiu o acesso ao Parque da ilha, no Bairro Niterói por tempo indeterminado. A medida foi tomada após a confirmação da morte de duas pessoas que frequentaram o local dias antes de apresentarem os sintomas. O secretário de saúde, Amarildo Sousa, destacou que o município tomou uma série de medidas para o enfretamento da doença, tais como a limpeza do parque da ilha e outras áreas consideradas de risco, e a realização de campanhas informativas sobre o assunto. O G1 entrou em contato com a Prefeitura de Itaúna para saber das ações que estão sendo feitas na cidade e aguarda retorno.
Campanha segue até o dia 31 de agosto. Até esta terça-feira (14), 3,6 milhões de doses foram aplicadas pelo Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde. Vacina tríplice viral protege contra caxumba, rubéola e sarampo Cristine Rochol/PMPA Cerca de 84% das crianças brasileiras ainda não foram vacinadas contra a poliomelite e o sarampo, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde. A campanha nacional de vacinação, com doses disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), ocorre até o dia 31 de agosto. Até está terça-feira (14), 3,6 milhões de doses de vacinas contra as duas doenças foram aplicadas – 1,808 milhão contra a pólio e 1,801 milhão contra o sarampo. Esse quantitativo corresponde a 16,13% e 16,07% do público-alvo dessas doenças, respectivamente. Neste ano, a campanha é indiscriminada: todas as crianças com menos de cinco anos precisam ser vacinadas. No próximo domingo (18), o ministério deverá fazer uma força-tarefa, o chamado "Dia D", com 36 mil postos abertos para a imunização. Como funciona: Criançãs que não receberam nenhuma dose irão receber a Vacina Inativada Poliomielite (VIP) Crianças que já tomaram uma ou mais doses receberão a Vacina Oral Poliomielite (VOP) - conhecida como gotinha Para o sarampo, todas as crianças receberão a vacina Tríplice viral, independente do histórico de vacinação, que também protege contra a caxumba e a rubéola. Os estados com melhor cobertura vacinal são: Rondônia, com 45,01% para a pólio e 43,84% para o sarampo; e São Paulo, com 28,35% para a pólio e 27,91% para o sarampo. Do lado oposto, com as menores taxas de cobertura, estão: Amazonas, com 3,23% do público-alvo vacinado contra a pólio e 3,24% contra o sarampo; e Roraima, com 4,98% contra a pólio e 3,60% contra o sarampo. Doutora Ana responde: quais são os sintomas do sarampo? Sarampo cresce O ministério também atualizou os casos de sarampo pelo Brasil - 6 pessoas morreram devido à doença, 4 em Roraima e 2 no Amazonas. No caso da pólio, nenhum caso é registrado desde 1990. Casos de sarampo confirmados até 14 de agosto
Sonda New Horizons, lançada em 2006, identificou luz ultravioleta que parece emanar da fronteira do nosso Sistema Solar. A sonda New Horizons foi lançada em 2006 com a seguinte missão: 'ajudar a entender os limites do nosso Sistema Solar' Nasa Sua missão é explorar as fronteiras do nosso Sistema Solar. Mais de uma década após ser lançada, a sonda New Horizons, da Nasa, agência espacial americana, captou uma luz estranha que pode explicar um fenômeno misterioso observado há mais de três décadas. É um brilho ultravioleta, que parece emanar dos confins do nosso Sistema Solar. Mais precisamente, de uma parede de hidrogênio, que marca o ponto em que a influência do Sol sobre os corpos celestes começa a desaparecer, diz um estudo publicado pela revista científica "Geophysical Research Letters". "Estamos vendo a divisa entre a vizinhança do sistema solar e a área fora dela, na galáxia", conta a pesquisadora Leslie Young, do Southwest Research Institute, no Colorado, nos EUA, membro da equipe da New Horizons. Cinturão de Kuiper As duas naves espaciais da missão Voyager, lançadas nos anos 1970, identificaram sinais do curioso brilho há cerca de 30 anos. Trata-se da missão mais longa da história e que chegou mais longe no espaço. Mas a New Horizons é a primeira sonda da Nasa capaz de verificar esse fenômeno e ajudar a explicá-lo. O Cinturão de Kuiper, localizado além da órbita de Netuno, é composto principalmente por corpos celestes de gelo Nasa/JHUAPL/SWRI/Magda Saina Ela foi lançada em 2006 com a missão, segundo a Nasa, "de nos ajudar a entender os limites do nosso Sistema Solar, para fazer um primeiro reconhecimento do planeta anão Plutão e se aventurar no misterioso e distante Cinturão de Kuiper, uma relíquia da formação do Sistema Solar". Montanhas geladas de Plutão em imagem captada pela New Horizons Nasa-JHUAPL-SWRI A sonda chegou mais perto de Plutão em julho de 2015, antes de entrar no Cinturão de Kuiper, localizado além da órbita de Netuno, composto principalmente por corpos celestes de gelo, supostamente remanescentes da formação do Sistema Solar. A área tem o nome do cientista que previu sua existência em 1951, o astrônomo americano Gerard Kuiper. Parede de hidrogênio Antes mesmo de passar por Plutão, a New Horizons já vasculhava o espaço tentando localizar a tão falada parede de hidrogênio. O Sol produz uma corrente de partículas carregadas chamada vento solar, que gera uma bolha magnética em torno do Sistema Solar, cujo limite é conhecido como heliopausa. A heliosfera é, por sua vez, a região do espaço sob a influência do vento solar. Reação da equipe da New Horizons ao ver as imagens captadas pela sonda perto de Plutão Nasa Mas, além dos limites da bolha, cerca de 100 vezes mais longe do sol do que a Terra, os átomos de hidrogênio não carregados diminuem sua velocidade no espaço interestelar ao colidir com as partículas do vento solar. Essa acumulação – ou parede de hidrogênio – é o que dispersa a luz ultravioleta de um modo particular, causando o estranho brilho. Se a luz diminuir... A New Horizons vasculhou o espaço sete vezes entre 2007 e 2017, com um dos seus instrumentos, o espectrômetro Alice. A sonda ajudou a confirmar que o brilho ultravioleta mudava de forma consistente, como haviam observado as naves da missão Voyager há três décadas, e a existência da parede de hidrogênio. Os pesquisadores alertaram, no entanto, que a luz também poderia emanar de uma fonte desconhecida mais distante. Após ter sobrevoado um objeto no Cinturão de Kuiper chamado Ultima Thule, em 2019, a New Horizons vai continuar tentando localizar pelo menos duas vezes por ano a parede de hidrogênio até o fim da missão, por um período de 10 a 15 anos. A sonda vai continuar tentando localizar, pelo menos duas vezes por ano, a parede de hidrogênio Nasa Wayne Pryor, um dos autores do estudo, ressaltou que se a luz ultravioleta diminuir ou desaparecer em algum momento, isso significa que a espaçonave pode ter ultrapassado a parede de hidrogênio. Por outro lado, se o brilho não se dissipar, quer dizer que sua fonte pode estar ainda mais longe, nas profundezas do espaço.
Pesquisa mostra como substâncias presentes em determinados legumes e verduras podem ajudar a prevenir a doença. Pesquisa mostra como substâncias presentes em determinados legumes e verduras podem ajudar a prevenir a doença Pexels/Pixabay Cientistas dizem ter descoberto por que algumas verduras e legumes – incluindo repolho, brócolis e couve – podem reduzir o risco de câncer no intestino. Que os chamados vegetais crucíferos são bons para o intestino, nunca houve dúvida, mas a explicação sempre foi evasiva. Uma equipe do Francis Crick Institute, centro de pesquisa biomédica, em Londres, descobriu que substâncias químicas anticancerígenas são produzidas quando legumes e verduras desta categoria são digeridos. E, de acordo com a ONG britânica Cancer Research UK, dedicada a combater a doença, há muitas razões para consumirmos mais esses alimentos. A pesquisa se concentrou em investigar como verduras e legumes alteram o revestimento intestinal, a partir da análise de camundongos e intestinos em miniatura criados em laboratório. Assim como a pele, a superfície do intestino é constantemente regenerada, em um processo que leva de quatro a cinco dias. Mas essa renovação permanente precisa ser rigidamente controlada, caso contrário, pode levar ao câncer ou inflamação intestinal. E o estudo, publicado na revista científica "Immunity", mostra que substâncias químicas presentes em vegetais crucíferos são vitais nesse processo. Da cozinha para a prevenção do câncer? Os pesquisadores investigaram uma substância chamada Indol-3-Carbinol (I3C), produzida a partir da mastigação desses alimentos. "Certifique-se de que eles não cozinhem demais, nada de brócolis empapado", recomenda a pesquisadora Gitta Stockinger. A substância é modificada pelo ácido gástrico à medida que continua sua jornada pelo sistema digestivo. Na parte inferior do intestino, ela pode alterar o comportamento das células-tronco, que regeneram o revestimento intestinal, e das células imunes que controlam as inflamações. O estudo mostrou que dietas ricas em Indol-3-Carbinol protegiam os ratos do câncer, mesmo aqueles cujos genes indicavam um risco muito alto de desenvolver a doença. Sem a alimentação protetora, as células do intestino se dividiam descontroladamente. "Mesmo quando os camundongos começaram a desenvolver tumores, quando trocamos a dieta deles, para uma apropriada, isso impediu a progressão do tumor", acrescenta Stockinger. Os sintomas de câncer de intestino incluem sinais persistentes de: sangue nas fezes alterações nos hábitos intestinais, como ir ao banheiro com mais frequência dor na barriga, inchaço ou desconforto A pesquisadora diz que as descobertas são "motivo de otimismo". Ela reduziu a quantidade de carne que consome e come agora muito mais legumes e verduras. "Recebemos um monte de recomendações de dieta que mudam periodicamente. É muito confuso e não fica claro quais são as causas e consequências", avalia. "Me dizer apenas que é bom para a saúde, sem explicar a razão, não vai me fazer comer determinados alimentos." "Com esse estudo, vimos como os mecanismos moleculares desse sistema funcionam", completa. "Esse estudo em camundongos sugere que não é apenas a fibra presente em legumes e verduras, como brócolis e repolho, que ajuda a reduzir o risco de câncer de intestino, mas também as moléculas encontradas nesses vegetais", diz o pesquisador Tim Key, do Cancer Research UK. "Estudos mais aprofundados ajudarão a descobrir se as moléculas desses alimentos têm o mesmo efeito nas pessoas. Mas, enquanto isso, já existem muitos bons motivos para se comer mais verduras e legumes", acrescenta.
Um aumento de 2 graus Celsius é o máximo que planeta pode tolerar antes de sofrermos consequências catastróficas em nossa alimentação, fornecimento de água, flora, fauna e no nível do mar; saiba como isso pode ser evitado. Este ano, milhões de pessoas em todo o mundo estão sentindo de forma extrema os efeitos da mudança climática. Ondas de calor fizeram a temperatura subir a níveis alarmantes do Japão ao círculo polar ártico. Incêndios florestais varreram a Califórnia e a Grécia. E o Estado mais populoso da Austrália, Nova Gales do Sul, está agora completamente seco. Para cientistas que estudam o clima, estes acontecimentos são um sinal de alerta da ameaça representada pela mudança climática antropogênica, isto é, produzida pelo homem a partir da liberação massiva de carbono na atmosfera. "Eu acredito que as pessoas estejam associando, de forma correta, sua experiência cotidiana com o aquecimento do planeta", diz Bill Hare, cientista do clima e cofundador do consórcio científico Climate Analytics. Um aumento de 2ºC na temperatura global é considerado o máximo que o planeta pode tolerar sem o risco iminente de catástrofes em nossa alimentação, abastecimento de água, biodiversidade ou no nível dos mares. Na Cúpula do Clima de Paris, realizada no fim do ano passado, líderes de vários países do mundo concordaram em tentar manter o aquecimento global "bem abaixo" deste limite crucial - abaixo de 1,5ºC - o que pode fazer uma grande diferença para populações vivendo em pequenas ilhas ou outras áreas vulneráveis. Mas o mundo conseguirá manter essa promessa? Eis o que os especialistas dizem ser preciso fazer para cumprir o objetivo. Substituir combustíveis fósseis por renováveis Para limitar o aquecimento do planeta a 1, 5 C° ou menos, cientistas concordam que as emissões de carbono devem chegar a um pico em 2020, e então declinar rapidamente até zero pela metade do século, ou um pouco depois. "Se conseguiremos fazer isto, se é viável econômica e tecnicamente, são questões legítimas de se perguntar. Mas a comunidade científica tem mostrado que é possível sim, e na maioria dos casos, economicamente viável, com grandes benefícios para o desenvolvimento sustentável", disse Bill Hare à BBC. O uso da energia eólica está avançando - inclusive nos países em desenvolvimento Reprodução/JN Um relatório da Agência Internacional de Energia (IEA) afirma que, se ações neste sentido forem tomadas cedo o suficiente, 70% das emissões de carbono podem ser cortadas até 2050. E, até 2060, a economia mundial pode tornar-se livre de carbono. Uma transição tão grande nas fontes de energia necessitaria de uma "escalada sem precedentes no uso de tecnologias de baixo carbono, em todos os países", diz o relatório da IEA. A boa notícia é que não só na Europa, mas também na China e na Índia, o carvão está sendo rapidamente substituído na função de combustível para a geração de energia. O uso de energia eólica (do vento) e solar está se tornando mais comum. De acordo com um artigo de Bill Hare, outra medida importante para diminuir as emissões seria eletrificar o sistema de transporte. O último carro movido a gasolina precisa sair da concessionária antes de 2035 se quisermos cumprir a meta de limitar o aquecimento global a 1,5 C°, diz o texto de Hare. Outra contribuição pode vir de casas e escritórios que gerem eletricidade renovável em quantidade suficiente para atender às próprias necessidades. Mas será que o mundo está caminhando para começar a reduzir suas emissões de gás carbônico depois de 2020? "Não está claro ainda", diz Hare. "Parece que as emissões de CO2 começaram a crescer novamente e, se isto se confirmar, só vão começar a cair novamente bem depois de 2020. Até o momento, não parece que será possível (cumprir a meta), a não ser que países relevantes comecem a agir", diz ele. Proteger e regenerar as florestas A derrubada das florestas tropicais é responsável por cerca de 20% das emissões anuais de gases causadores do efeito estufa. Portanto, deter a derrubada de florestas é algo muito relevante para conter as emissões de carbono. Um estudo da Universidade de Exeter, no Reino Unido, sugere que regenerar estas florestas é também a melhor forma de recapturar carbono que foi lançado na atmosfera - ajudando, portanto, a segurar o aumento da temperatura. Segundo o estudo da Universidade de Exeter, a natureza já criou a forma mais eficiente de retirar carbono da atmosfera Arquivo TG A líder do estudo é a especialista em ciência do clima Anna Harper. Segundo ela, levantamentos anteriores sugerem que a recuperação das áreas de floresta tropical poderia remover uma ou duas gigatoneladas de carbono da atmosfera por ano. Um número significativo, se levarmos em conta que o total de emissões atuais é de 10 gigatoneladas por ano. Cientistas dizem que, mesmo que o mundo zere as emissões de carbono até a metade deste século, ainda é possível ampliar os esforços com "emissões negativas", de forma a atingir os objetivos globais contra o efeito estufa. Técnicas estão em desenvolvimento para capturar e armazenar carbono em árvores, no subsolo e no leito marinho. Um artigo publicado por Anna Harper no periódico científico Nature Communications analisou uma destas soluções - usinas de bioenergia que capturam e armazenam CO2 - e concluiu que plantar ou reflorestar regiões de mata ainda é a melhor forma de mitigar os efeitos da mudança climática. "Para atingir os objetivos do acordo de Paris, precisamos tanto reduzir drasticamente as novas emissões quanto usar um mix de diferentes técnicas para remover carbono da atmosfera", diz Harper. "Não existe uma 'cartada mágica' que vá resolver todos os problemas", diz a pesquisadora. Manter os políticos na linha A ciência continuará monitorando a trajetória das emissões de carbono, de modo a saber se o mundo está ou não no caminho para atingir as metas de controle de temperatura. Mas uma análise mais cuidadosa das promessas feitas por cada país após o acordo de Paris em 2015 mostra que os esforços ainda estão aquém do necessário. Em seus relatórios, a IEA estima que as emissões de carbono feitas pelo setor de energia precisam ficar abaixo de 790 gigatoneladas, de 2015 até 2100, para que a meta de 1,5 C° seja atingida. Apesar disso, os compromissos atuais dos países permitiriam que este setor, sozinho, lançasse na atmosfera 1,260 gigatoneladas só até 2050. Isto significa que o eventual sucesso em conter o aumento das temperaturas dependerá de "emissões negativas" - captura de carbono - e de novas tecnologias e esforços. Ou não acontecerá. Uma placa com os dizeres 'Eu sou o planeta Terra' é vista durante a marcha pelo clima em Londres, na Inglaterra. A mensagem faz referência ao slogan 'Je suis Charlie' (Eu sou Charlie) usado após os ataques à revista francesa Charlie Hebdo Niklas Hallen/AFP Os dirigentes dos principais países emissores do mundo se encontram nos eventos do G20 - a reunião das vinte maiores economias do mundo. Os países deste grupo somam 63% da população do mundo e 83% das emissões. Estes países - cujas populações são provavelmente mais atentas às questões ambientais e mais aptas a se manifestar por seus direitos - estabeleceram metas de controle de emissões. "Em termos do público em geral, as pessoas estão agora mais atentas à questão da mudança climática. E eu acho que isto está levando a mais pressão sobre os políticos, seus partidos e a indústria, para reduzir as emissões", diz Bill Hare. Mesmo assim, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou os EUA do acordo de Paris. E prometeu trazer de volta à vida o setor de carvão do país. "A história vai julgá-lo. Todos concordamos, penso eu, que não há catástrofe climática capaz de fazer Donald Trump rever sua posição", diz o cientista.
Últimas Notícias
Bebida alcoólica corta o efeito dos analgésicos? Veja mitos e verdades
Algumas pessoas acreditam que as bebidas alcoólicas cortam o efeito dos medicamentos, no entanto o álcool não interfere na ação dos remédios. O que ocorre é que, por ter um efeito diurético, o álcool faz o organismo excretar mais rapidamente os analgésicos, interferindo na duração da ação desses fármacos.
Sorvete é ameaça? Veja mitos e verdades sobre doenças respiratórias
Assim que o tempo esfria as mães já alertam os filhos para vestirem um casaco. Mas será que ficar agasalhado impede mesmo o contágio da gripe? E tomar um chá quente? Será que ajuda? Ficar exposto ao ar condicionado provoca doenças respiratórias?
 
SEXAGEM FETAL
Atualmente é raro encontrar casais que preferem esperar o momento do parto para satisfazer a curiosidade quanto ao sexo do bebê. Cada vez mais, eles têm pressa em saber se o filho vai ser um menino ou uma menina, para o quanto antes lhe dar um nome, fazer planos, comprar o enxoval e até preparar e decorar o quarto tão sonhado.
CHECK UP - ROTINA LABORATORIAL
Check-up Laboratorial é uma bateria de exames indispensável que inclui a orientação dos médicos dos riscos para a sua saúde...
TESTE DE PATERNIDADE - DNA
O Teste de paternidade ou DNA refere-se a investigação de parentesco entre pessoas...
Acompanhe
Entre em contato
Matriz: (43) 3546-1440
4384315131
Todos os Direitos Reservados à Laboratório Vera Cruz
Rua Rui Barbosa, 871 - Centro - Ibaiti - Paraná - Fone:(43) 3546 1440