Ciência e Saúde
Sistema hidropônico é instalado em paredes sem necessidade de reforma e reutiliza a água. Lâmpada usada ainda teve custo reduzido em cerca de 60% pela fabricante. Pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP) desenvolveram um kit que permite ter um jardim em ambientes com pouca iluminação. O material utiliza a luz de LED e fibras sintéticas para instalar o sistema verticalmente sem precisar de reforma na casa. Além disso, a lâmpada utilizada no kit teve o custo reduzido em 60% no mercado. Pesquisa desenvolveu jardim vertical com LED para cultivo em ambientes sem luz Esalq-USP/Divulgação O professor Paulo Hercilio Viegas Rodrigues, do Departamento de Produção Vegetal da Esalq em Piracicaba (SP), explica que esse modelo de cultivo foi desenvolvido em parceria com empresas do setor de agricultura para uso em plantas ornamentais. Ele foi testado com Sunpatiens, Mini lantana, Lambari de sol, Iresine, Gerânio, Samambaia Americana, Jibóia Verde, Samambaia Amazônica, Peperomia Scandens e Bromélia. A iluminação de LED já é usada em cultivos de hortas e jardins, mas a diferença é que os pesquisadores conseguiram manter a vegetação em ambientes sem nenhuma luminosidade, permitindo ter o kit em apartamentos pouco iluminados pela luz solar, por exemplo. Pesquisadores da Esalq montaram kit pra cultivar horta doméstica em lugares mal iluminados “Nós procuramos trazer as plantas ornamentais para dentro da residência. Nós testamos diferentes tipos de LED, que fazem a substituição completa da luz solar, na escuridão total. E a luz de LED vai fazer com que a planta faça a fotossíntese”, explica. As plantas foram fixadas na parede com a ajuda de uma fibra sintética e uso de irrigação hidropônica, além da iluminação de LED de cor mais neutra. A ideia era mudar a cor do LED para que o ambiente ficasse mais aconchegante. Segundo ele, em quase quatro meses de pesquisa, as plantas verdes tiveram uma resposta muito boa, já permitindo o cultivo em casa. O próximo passo é testar a tecnologia para cultivo de temperos, permitindo que as pessoas possam ter uma horta mesmo em imóveis que não têm iluminação ideal para este tipo de cultura. Sistema desenvolvido na USP em Piracicaba usa lâmpadas de LED com cores mais 'aconchegantes' João Alvarenga/EPTV Todo este cultivo é feito em um painel vertical que faz a rega hidropônica das plantas sem que a água escorra da área. Para isso, ela corre para uma canaleta, que “devolve” a água para um tambor e ela é reutilizada no próprio sistema. Com isso, os pesquisadores também conseguiram reduzir o consumo de água, já que ela deve ser trocada somente entre uma semana a 15 dias – dependendo do tipo de planta. Os pesquisadores lembram que só é necessário o acréscimo de nutrientes para o desenvolvimento da vegetação. Sem reformas e mais barato O sistema desenvolvido na universidade permite ainda que este jardim seja instalado em paredes sem a necessidade de reforma. O painel tem duas barras de alumínio atrás. Elas são parafusadas sobre a parede e os painéis são encaixados sobre essas barras. "Com esse sistema, se consegue em quase todas as paredes colocar ele porque é um sistema bem mais leve. Por isso que a gente optou por usar esse painel. Vem ganhando bastante mercado por causa dessa característica de fácil instalação, ser leve e ter uma alta durabilidade", explica o pesquisador Christian Aparecido Demetrio. LED usado em cultivo pela Esalq/USP torna jardim cerca de 60% mais barato em pesquisa de Piracicaba João Alvarenga/EPTV O sistema desenvolvido na Esalq também vem se tornando mais barato. Uma empresa brasileira que vem desenvolvendo lâmpadas para esse sistema, baixou de R$ 1 mil para R$ 400 o valor de cada lâmpada usada pelos pesquisadores. Essa empresa, no entanto, ainda não disponibilizou seu produto no mercado. Para a pesquisa, cada item teve o custo de R$ 700. Veja mais notícias da região no G1 Piracicaba
Os astrônomos agora têm um novo e poderoso instrumento para estudar essa energia escura, elemento que constitui a maior parte do universo. A aceleração da expansão do universo não pode ser explicada, no contexto da relatividade geral de Einstein, sem a existência de uma forma desconhecida de energia Nasa A energia escura, maior componente do universo em que vivemos, ainda é um enigma para nós. Os átomos compõem tudo o que é conhecido: os planetas, as estrelas e nós, seres humanos. Mesmo assim, tudo isso representa apenas 5% de todo o universo. O restante é formado pelo que os cientistas chamam de energia escura (a maior parte) e de matéria escura. A teoria do fluido escuro, que tenta explicar a base de 95% do universo Vencedor do Nobel de Física 2019 elevou a cosmologia à ciência de fato Os astrônomos agora têm um novo e poderoso instrumento para estudar essa energia escura, o Instrumento Espectroscópico de Energia Escura (conhecido como Desi, na sigla em inglês). Esse equipamento vai permitir a produção de um mapa mais detalhado do universo depois de observar cerca de 35 milhões de galáxias em cinco anos. Mas o que se sabe até agora sobre a energia escura e como o Desi vai estudá-la? A BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, conversou com um dos especialistas que realizará a tarefa, o astrônomo argentino Ariel Sánchez, PhD em astronomia e pesquisador do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre, com sede em Garching, na Alemanha. Confira a entrevista abaixo. Ariel Sánchez é PhD em astronomia pela Universidade Nacional de Córdoba, na Argentina, e desde 2008 é pesquisador científico do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre em Garching, na Alemanha Ariel Sánchez/Arquivo Pessoal BBC - A previsão inicial era de que a expansão do universo que começou após o Big Bang se tornaria mais lenta devido à gravidade. Mas está acelerando. Como você explica esse fenômeno? Ariel Sánchez - A evolução do universo em suas maiores escalas é controlada pela gravidade. Atualmente, a melhor descrição da gravidade que nós temos foi dada por Albert Einstein em sua teoria da relatividade geral. A aplicação das equações de Einstein ao universo como um todo são soluções de universos dinâmicos, ou seja, eles se expandem ou se contraem. Desde que (o astrônomo americano) Edwin Hubble fez suas observações por volta de 1930, sabemos que nosso universo está se expandindo. De acordo com Einstein, a matéria contida no universo tende a desacelerar essa expansão. Isso ocorre porque a expansão do universo, que tenta aumentar a distância entre dois pontos no espaço, deve lutar contra o efeito da atração gravitacional da matéria que ele contém, o que tende a aproximá-los. No final do século 20, os astrônomos tentaram medir essa taxa de desaceleração de expansão usando observações de supernovas em galáxias distantes. O resultado foi surpreendente. A expansão do universo não está em desaceleração. Pelo contrário, ela está se acelerando. As distâncias entre galáxias longínquas estão aumentando em uma taxa crescente. BBC - Isso indica a presença da energia escura? Sánchez - Esse resultado mudou drasticamente nossa compreensão do universo. No contexto da relatividade geral de Einstein, isso não é possível se o universo contiver apenas matéria. Isso indica a existência de um componente adicional, uma forma de energia desconhecida que tem pressão negativa e que neutraliza o efeito atrativo da gravidade, impulsionando a expansão acelerada do universo. Decifrar a natureza desse componente que denominamos energia escura é um dos problemas em aberto mais importantes da física atual. BBC - Como é possível saber que a energia escura constitui uma grande parte do universo? E qual é a porcentagem disso? Sánchez - Um dos objetivos da cosmologia (ramo da astronomia que estuda a origem e a formação do universo) é fazer um inventário detalhado da energia que o universo contém, listando todos os seus componentes e a fração da energia total que cada um representa. Para chegar a isso, usamos observações astronômicas da distribuição de matéria e luz no espaço. Graças a essas observações, sabemos que a idade do universo é de cerca de 14 bilhões de anos e que, aproximadamente quatro bilhões de anos atrás, sua expansão começou a se acelerar. Esse ponto corresponde ao momento da história do universo em que a energia escura começou a dominar a matéria. Isso indica que a energia escura é atualmente o principal componente deste inventário cósmico e que ela constitui aproximadamente 70% da energia total no universo. 'Desde que Edwin Hubble fez suas observações por volta de 1930, sabemos que nosso universo está se expandindo', diz Sánchez Science Photo Library BBC - Como a energia escura difere da matéria escura? Sánchez - No inventário, o próximo componente em importância é a matéria escura, uma vez que constitui cerca de 25% da energia total do universo. A matéria escura é uma forma de matéria que não interage com a luz. Sua presença é detectável apenas por seus efeitos gravitacionais na formação e evolução de estruturas no universo, como galáxias e aglomerados de galáxias. Existem inúmeras evidências da existência de matéria escura. A matéria comum, feita de átomos, constitui menos de 5% da energia total do universo. E outros componentes, como neutrinos ou fótons, têm contribuições muito menores. O Instrumento Espectroscópico de Energia Escura (Desi, na sigla em inglês) está localizado na cúpula do telescópio Mayall, no Kitt Peak Observatory, no Arizona (EUA) P.MARENFELD AND NOAO/AURA/NSF BBC - Quais são as propriedades da matéria escura que a tornam diferente da energia escura? Sánchez - Embora a natureza da matéria escura não seja conhecida exatamente, as observações astronômicas nos permitem ter uma boa ideia de suas propriedades. Como a matéria comum, a matéria escura ajuda a retardar a expansão do universo; isto é, o efeito oposto da energia escura. Outra diferença importante entre esses componentes é sua distribuição no espaço. A matéria escura apresenta flutuações em sua densidade que crescem com o tempo, com áreas mais densas adquirindo cada vez mais matéria devido à sua atração gravitacional. A energia escura, por outro lado, parece seguir uma distribuição uniforme, com a mesma densidade no espaço. BBC - A energia escura será estudada com um novo e poderoso instrumento, o Desi. Por que as pessoas estão dizendo que ele tem 5 mil mini telescópios? Sánchez - O Instrumento Espectroscópico de Energia Escura contém um conjunto de 5 mil fibras ópticas, cada uma delas controlada por um pequeno braço robótico que as coloca na posição correta para receber luz de uma galáxia. Ele está instalado no telescópio Mayall do Observatório Kitt Peak, no Arizona, nos Estados Unidos, e tem quatro metros de diâmetro. Seu design permite cobrir em cada observação um grande campo no céu. E isso, juntamente com a possibilidade de 'enxergar' 5 mil galáxias simultaneamente, faz com que ele seja uma máquina perfeita para construir um grande catálogo em um curto espaço de tempo. Projetos anteriores criaram catálogos de galáxias semelhantes, mas o Desi levará esses esforços a um novo nível, observando cerca de 35 milhões de galáxias em cinco anos. BBC - Como o Desi vai capturar a luz de 5 mil galáxias simultaneamente e como essa luz vai medir suas distâncias? Sánchez - Quando olhamos para uma galáxia no céu, não sabemos a que distância ela está de nós. Mas a expansão cósmica nos ajuda a inferir isso. Quando as ondas de luz se propagam pelo espaço, a expansão do universo as "estica", alterando seu comprimento de onda e tornando-as mais avermelhadas. Esse processo é conhecido como "desvio para o vermelho". Se separarmos a luz das galáxias distantes nas cores que as compõem, semelhante ao que pode ser feito com um prisma, podemos reconhecer o efeito do desvio para o vermelho. Quanto mais distante a galáxia, maior será o seu desvio para o vermelho. Dessa forma, podemos estimar a distância para as galáxias. O Desi vai observar cerca de 35 milhões de galáxias para medir seus desvios para o vermelho. Juntamente com suas posições no céu, essas distâncias nos permitirão construir um mapa tridimensional da distribuição de galáxias em um grande volume do universo. Um detalhe importante é que quanto mais distante uma galáxia, mais sua luz viaja em nossa direção. Portanto, ao observar galáxias a diferentes distâncias de nós, podemos estudar a evolução do universo ao longo do tempo. O interior da cúpula do telescópio Mayall no Kitt Peak Observatory MARILYN CHUNG/BERKELEY LAB BBC - Como esse mapa o ajudará a entender o que é energia escura? Sánchez - Os dados do Desi nos permitirão reconstruir com precisão a história da expansão do universo e a taxa de formação da estrutura ao longo de um período de 11 bilhões de anos. Esses dados vão permitir caracterizar as propriedades da energia escura com grande precisão. Todos os dados que temos hoje são consistentes com o modelo cosmológico padrão, no qual a energia escura corresponde à "energia de vácuo". Essa é uma energia de origem quântica, pequena, mas irredutível, que é uma propriedade do próprio espaço, mesmo na ausência de matéria. Esse componente aumenta continuamente o espaço, impulsionando a expansão acelerada do universo. De qualquer forma, podemos esperar uma caracterização muito mais precisa da energia escura quando tivermos os dados do Desi, o que nos aproximará um pouco das respostas às grandes questões abertas da cosmologia. BBC - Por que o Desi ajudará a testar a teoria da gravidade de Einstein? Sánchez - No contexto da relatividade geral, a expansão acelerada do universo implica na existência de energia escura. Alternativamente, isso poderia ser interpretado como a indicação de um problema na teoria de Einstein, evidência de que ela não descreve corretamente o modo como a gravidade se comporta em escalas cosmológicas. A distribuição de galáxias no universo que será observada pelo Desi nos permitirá testar as previsões da relatividade geral em escalas cosmológicas, muito maiores do que as usadas em outros testes. Os dados do Desi nos ajudarão a distinguir entre os dois cenários possíveis para a origem da expansão acelerada do universo: a existência de energia escura ou a necessidade de modificar a teoria da relatividade geral de Einstein. A Teoria da Relatividade de Albert Einstein é um pilar da física moderna que transformou o entendimento sobre espaço, tempo e gravidade. A existência de energia escura é um dos cenários possíveis para a origem da expansão acelerada do universo Domínio público BBC - Como você decidiu se dedicar ao estudo da energia escura? Sánchez - Desde a adolescência, eu já sabia que queria me dedicar à cosmologia. A descoberta da aceleração cósmica ocorreu logo após o início dos meus estudos. A importância dessa descoberta foi reconhecida com o Prêmio Nobel de Física de 2011. Ela revolucionou o campo da cosmologia para torná-la uma das áreas mais dinâmicas da física. Tive a sorte de começar minha carreira a tempo de fazer parte desse desenvolvimento. Me considero muito sortudo por poder contribuir com meu trabalho para a tarefa de entender nosso universo com mais detalhes. BBC - O que você sente quando pensa que nós só conhecemos 5% do universo? Sánchez - Isso gera ainda mais curiosidade em mim. O desejo de conhecer nosso universo e as leis que o controlam com mais detalhes é a principal motivação do meu trabalho e de muitos de meus colegas.
O Dia Mundial da Pneumonia foi comemorado em 12 de novembro; doença é a principal causa de morte em crianças de até 5 anos de idade. Dia 12 de novembro é dia mundial de combate à pneumonia Semevent de Pixabay A pneumonia é uma "epidemia esquecida", alerta a Unicef, a agência da ONU para a Infância, e outras cinco organizações, incluindo a ONG Save the Children, em comunicado divulgado nesta terça-feira (12). Em 2018, a doença respiratória matou uma criança de menos de 5 anos a cada 39 segundos, informa o texto. Os sintomas muitas vezes ignorados da pneumonia, a doença que mais mata crianças com menos de cinco anos Ao todo, mais de 800 mil crianças dessa faixa etária morreram no ano passado, vítimas da infecção. "A maioria das mortes afeta crianças de menos de dois anos, sendo que 153 mil delas faleceram em seu primeiro mês de vida", indicam as organizações. O comunicado faz um apelo por uma "ação mundial" contra a pneumonia. Infecção respiratória aguda A infecção respiratória aguda, que afeta os pulmões, pode ser provocada por bactérias, vírus ou fungos microscópicos. Em caso de pneumonia, os alvéolos pulmonares ficam cheios de pus e líquido, o que torna a respiração dolorosa e limita a absorção de oxigênio. Existe vacina contra a pneumonia bacteriana. Os médicos lembram que se a doença for diagnosticada e tratada de forma adequada, dificilmente acontece um agravamento do quadro. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pneumonia é responsável por 15% do total de falecimentos de crianças de menos de cinco anos no planeta. A doença mata mais do que a Aids, a malária e o sarampo juntos. "É uma epidemia mundial que precisa de uma resposta internacional urgente. Milhões de crianças morrem por falta de vacinas, de antibióticos e de tratamentos de oxigênio", disse Kevin Watkins, da Save the Children. Mais da metade das mortes de crianças provocadas pela pneumonia se concentram em cinco países: Nigéria (162 mil), Índia (127 mil), Paquistão (58 mil), República Democrática do Congo (40 mil) e Etiópia (32 mil). No Brasil, a pneumonia é a doença infeciosa que mais mata. Em 2015, a taxa de mortalidade verificada no país em crianças menores de 5 anos era de 1,5 por 1 mil nascimentos. Um fórum mundial sobre a pneumonia infantil será realizado em janeiro de 2020, em Barcelona (Espanha).
Segundo Luiz Henrique Mandetta, mínimo constitucional da Saúde garantirá reposição de verbas por meio de outros tributos já existentes. "O que se perder será compensado por meio de outras fontes", destacou. Luiz Henrique Mandetta falou sobre possíveis impactos do DPVAT no SUS Antonio Cruz/Agência Brasil O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, minimizou os possíveis impactos que a extinção do Seguro DPVAT (Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) poderá ter sobre o orçamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, o valor mínimo constitucional garantido para a pasta vai impedir que haja redução no atendimento. “A saúde é financiada pelo que chamamos de mínimo constitucional. Por isso, se perdemos uma fonte como o DPVAT, o próprio Tesouro vai alocar recursos de outras fontes para garantir que esse mínimo seja mantido”, disse Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde. As afirmações foram feitas na manhã desta quarta-feira (13), durante participação no 15º Encontro Nacional de Aleitamento Materno e 5º Encontro Nacional de Alimentação Suplementar Saudável, realizados em conjunto no Rio de Janeiro. O DPVAT foi extinto na segunda-feira (11) por meio da Medida Provisória 904. A extinção vale a partir de 2020. Também conhecido como "seguro obrigatório", ele cobre casos de morte, invalidez permanente ou despesas com assistências médica e suplementares por lesões de menor gravidade causadas por acidentes de trânsito em todo o país. Entenda o Seguro DPVAT No ano passado, o governo federal arrecadou R$ 4,669 bilhões com o pagamento do seguro obrigatório. Desse valor, 45% (R$ 2,101 bilhões) foram usados para o financiamento do SUS. O ministro não confirmou a informação dada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) de que o repasse de cerca de R$ 2 bilhões anuais do DPVAT para o SUS corresponderia a apenas 1% do total de verbas do sistema. “Podemos fazer um levantamento para saber o quanto o DPVAT representa no orçamento do SUS, mas repito: o que se perder será compensado por meio de outras fontes. Outros tributos já existentes serão usados para complementar a conta – o Tesouro Nacional faz esse trabalho", disse Mandetta. "Neste ano vimos contingenciamento em áreas como a educação e cultura. Isso não vai acontecer com a Saúde por conta do mínimo constitucional que mencionei. Essa situação tem que ser respeitada para que não se cometa improbidade, o que não vai acontecer” - Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde. O ministro informou que este ano, o mínimo constitucional para a Saúde é de R$ 131 bilhões. Em 2020, com a correção pela inflação, a expectativa é que o valor chegue a R$ 133 bilhões.
Células tumorais tiveram uma inibição de crescimento de até 50%. Cientistas usaram vírus inativo no combate à doença. Pesquisadores da Unicamp estudam combate ao câncer de próstata a partir do vírus da zika Uma pesquisa da Unicamp testou a utilização do vírus da zika para tratamento do câncer de próstata. Segundo os cientistas, o vírus aplicado foi o inativo e as células tumorais tiveram uma inibição de crescimento de até 50%. Agora, o próximo passo é continuar os estudos em camundongos e humanos. A pesquisa, publicada em uma revista internacional, foi a primeira a utilizar o vírus da zika, que, segundo apontam cientistas, tem relação direta com a microcefalia, no aparelho reprodutor. O mesmo laboratório da Unicamp já tinha feito a experiência no tratamento de tumores no cérebro e também registrou diminuição da doença. "Todas as coisas envolvendo sistema biológico e natureza têm seu ladro destrutivo, mas também têm o lado benéfico. O que a gente encontrou? Justamente uma aplicação do lado benéfico disso para o câncer de próstata", disse o pesquisador Rodrigo Catarino. Segundo outra pesquisadora da Unicamp responsável pelo estudo, como o vírus usado foi o inativo, ele funcionou da mesma maneira que uma vacina. "Ao expor as células de câncer de próstata ao zika inativado, nós chegamos a uma redução dessas células tumorais", explicou Jeany Delafiori. O câncer de próstata é o segundo que mais mata homens no Brasil, com média de 14 mil óbitos por ano. Segundo especialistas, a melhor forma de prevenção é fazer exames de ultrassom e toque a partir dos 45 anos, além de ter hábitos de alimentação saudáveis e praticar atividades físicas. Pesquisa da Unicamp utilizou vírus da zika no tratamento do câncer de próstata Reprodução/EPTV Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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