Ciência e Saúde
Em coletiva de imprensa realizada na sexta-feira, o Ministério da Saúde recomendou o adiamento de gestações quando possível em razão da pandemia. Entenda o que a ciência já sabe sobre o assunto. Gestantes apresentam risco aumentado de complicações pela covid-19 Getty Images Numa coletiva de imprensa realizada na sexta-feira (16), o secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Raphael Câmara, recomendou que casais posterguem, se possível, os planos de gravidez em alguns meses em razão do agravamento da pandemia. Grávidas e vacinas contra a Covid no Brasil: entenda as novas regras de vacinação Mortes de grávidas e de mães de recém-nascidos por Covid dobram e estão acima da média da população em geral Câmara usou as novas variantes do coronavírus para justificar a nova orientação, apesar da falta de pesquisas publicadas a respeito do tema. "Estudo nacional ou internacional não temos, mas a visão clínica de especialistas mostra que as variantes têm ação mais agressiva nas grávidas. Antes, o risco maior estava ligado ao final da gravidez. Mas, agora, vemos uma evolução mais grave no segundo trimestre e até no primeiro trimestre", apontou. O secretário ainda disse que o adiamento da gestação deve ser feito dentro da realidade de cada casal. "Caso possível, postergar um pouco a gravidez para um melhor momento, para que você tenha uma gravidez mais tranquila. É lógico que a gente não pode falar isso para quem tem 42 ou 43 anos, mas para uma mulher jovem que pode esperar um pouco, é o mais indicado", explicou. Mas o que há de evidências sobre o risco de Covid-19 para as futuras mães e seus filhos? E quais os cuidados devem ser tomados se você estiver grávida? Grávidas são grupo de risco para Covid e, em alguns casos, é preciso interromper a gestação O que a ciência já sabe Os nove meses de gestação são marcados por uma série de mudanças no corpo da mulher. O sistema imunológico, por exemplo, sofre várias alterações. O objetivo é evitar que as células de defesa ataquem o feto, pois metade das informações genéticas que ele carrega vem do pai e não é familiar ao corpo da mãe. Seguindo essa lógica, o bebê em desenvolvimento não deixa de ser um "corpo estranho", que pode gerar uma resposta imune indesejada. E isso exige certas adaptações do organismo feminino. Outra área afetada ao longo dos nove meses é a respiração. Conforme o útero cresce, ele começa a pressionar os órgãos do abdômen e o diafragma, o músculo envolvido diretamente no processo de inspiração do oxigênio e de expiração do gás carbônico. Logo, não é de se estranhar que doenças infecciosas que afetam os pulmões sejam particularmente preocupantes nas grávidas: esse mix de comprometimento imunológico e respiratório as coloca numa situação de relativa vulnerabilidade. É justamente por isso que essas mulheres fazem parte dos grupos prioritários das campanhas de vacinação contra a gripe que acontecem todos os anos no Brasil. Ministério da Saúde recomenda vacina contra Covid para grávidas com comorbidades E na Covid-19? Desde que o coronavírus começou a se espalhar e virou uma preocupação mundial, os especialistas acompanham os efeitos que o agente infeccioso poderia ter nas gestantes. Após um período de muita incerteza e dados desencontrados, ficou claro que grávidas com covid-19 apresentavam maior risco de agravamento e necessidade de intubação quando comparadas às mulheres da mesma idade que não esperavam filhos. Um estudo publicado em setembro de 2020 no British Medical Journal calculou que gestantes infectadas com o coronavírus tinham um risco 62% maior de internação em UTI e 88% mais probabilidade de necessitar de ventilação mecânica invasiva. O trabalho, liderado pela Universidade de Birmingham, no Reino Unido, reuniu dados de 11 mil grávidas com suspeita ou confirmação de covid-19 que precisaram ser internadas por qualquer motivo. Os dados delas foram confrontados com os de outras mulheres da mesma faixa etária que também buscaram atendimento médico, mas não esperavam um bebê. Um outro estudo, feito pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, encontrou números parecidos: as mulheres grávidas americanas com covid-19 apresentavam um risco 1,5 vezes maior de ir para a UTI e 1,7 vezes superior de necessitar de ventilação mecânica. "Um fator que ajuda a explicar esse maior risco tem a ver com a diminuição da capacidade respiratória, especialmente no terceiro trimestre de gestação. O crescimento do útero restringe o abdômen e o tórax", explica o infectologista Ruan de Andrade Fernandes, do Hospital e Maternidade Brasil, da Rede D'Or São Luiz, em São Paulo. Portanto, a Covid-19 poderia somar uma dificuldade extra aos pulmões e levar a um quadro mais grave, que exige maior cuidado. "Também já sabemos que a Covid-19 aumenta o risco de parto prematuro", acrescenta a infectologista Mirian Dal Ben, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Por ora, apesar de todas as complicações, os trabalhos publicados mundo afora não encontraram uma maior mortalidade pela Covid-19 em mulheres grávidas. Falta de assistência adequada Os números do Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 (OOBr Covid-19), porém, mostram que a realidade das gestantes brasileiras durante a pandemia é assustadora. Ao longo de 2020, foram registradas 453 mortes pela infecção com o novo coronavírus nas mulheres que esperam ou acabaram de dar à luz a um filho, o que representa uma média semanal de 10,5 óbitos. Nos primeiros quatro meses de 2021, já foram registradas 289 mortes, o que faz a taxa semanal de óbitos nessa população dobrar. Na comparação entre os dois anos, o crescimento de mortes entre grávidas foi de 145,4%, enquanto na população geral esse aumento ficou em 61,6%, calcula o OOBr Covid-19. A explicação para esse fenômeno estaria na falta de assistência adequada: com a chegada de tantos pacientes num curto espaço de tempo, muita gente não teve acesso aos leitos de enfermaria ou UTI e, infelizmente, acabou morrendo na espera de um atendimento. De acordo com as fontes ouvidas pela BBC News Brasil, isso impacta especialmente grupos com a saúde mais vulnerável, como as gestantes. Uma pesquisa publicada em julho de 2020 já apontava essa tendência: até o dia 18 de junho do ano passado, o Brasil respondia por 77% de todas as mortes de gestantes por Covid-19 do mundo. Os dados, colhidos por especialistas da Fiocruz e de outras quatro instituições, indicavam que 23% dessas mulheres não tiveram acesso a um leito de UTI e 36% nem chegaram a ser intubadas. E qual o papel das variantes? Como o próprio secretário do Ministério da Saúde adiantou, ainda não existem muitas informações publicadas e validadas sobre o impacto das novas variantes, detectadas em locais como Reino Unido, África do Sul e Brasil. Por ora, ainda não há certeza se elas são realmente mais agressivas às gestantes do que as versões anteriores do coronavírus. "Existe uma especulação de que as novas variantes estejam associadas a uma maior transmissibilidade na população geral, mas mesmo isso ainda não é consenso na área", avalia Fernandes. "Ainda não temos estudos específicos sobre o impacto das variantes nas grávidas, mas o fato de essas cepas serem aparentemente mais transmissíveis levaria a um aumento nos casos graves, nas internações e nas mortes por Covid-19 em todas as populações, incluindo nessas mulheres", aponta Dal Ben. A última recomendação do Governo Federal, portanto, parece estar baseada em relatos e observações empíricas colhidas com alguns profissionais que atuam em hospitais e maternidades. Atualmente, entidades como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido entendem que as gestantes são um grupo que apresenta risco baixo de desenvolver quadros severos de Covid-19. Mesmo assim, a possibilidade de agravamento da enfermidade é maior em comparação com mulheres da mesma idade que não gestam uma criança. O risco aumenta mais nos casos em que a gestação ocorre numa idade mais avançada ou está relacionada a quadros de sobrepeso, obesidade, hipertensão ou diabetes. Outro fator que exige ainda mais atenção é quando essa mulher trabalha em serviços essenciais, como as médicas, enfermeiras e outras profissionais que estão na linha de frente do combate à pandemia. Por fim, a Covid-19 costuma ganhar uma dose extra de perigo em grávidas que fazem parte de grupos vulneráveis e minorias étnicas, que têm acesso ainda mais limitado a serviços de saúde. E os bebês? A boa notícia é que as crianças não são particularmente afetadas pela infecção — nem antes e muito menos depois do parto. Até o momento, um quadro de Covid-19 ao longo da gestação não parece estar envolvido com casos de aborto espontâneo ou problemas no desenvolvimento do bebê. A transmissão do vírus da mãe para o feto ou para o recém-nascido também é algo raro. Uma pesquisa conduzida pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, não encontrou indícios do coronavírus em 127 amostras de plasma sanguíneo, cordão umbilical ou placenta. Os achados foram publicados no Journal of the American Medical Association. Uma outra investigação, realizada na Universidade da Califórnia em São Francisco (EUA), também observou que os recém-nascidos não apresentam complicações após suas mães serem diagnosticadas com Covid-19. A doença não alterou parâmetros importantes na hora do parto e nas primeiras oito semanas de vida, como peso ao nascer, dificuldades para respirar, quadros de apneia ou o aparecimento de infecções no sistema respiratório. Vale postergar os planos? A recomendação de adiar uma eventual gestação não é algo particularmente novo nas histórias das epidemias e das pandemias recentes. Nas últimas décadas, orientações parecidas foram dadas por autoridades em saúde pública diante das emergências da aids (anos 1980 e 1990), da gripe H1N1 (2009) e do zika (2016). Mas a questão levanta preocupações éticas relevantes. Um artigo publicado na revista The New England Journal of Medicine e assinado por três especialistas em pediatria, obstetrícia e bioética dos Estados Unidos questiona fortemente políticas públicas do tipo. "O exercício da autoridade pública em uma área tão profundamente pessoal e privada como a decisão sobre se e quando ter um filho requer forte justificativa, dadas as muitas questões éticas que levanta. Existem várias áreas potenciais de preocupação. O primeiro está relacionado à autonomia reprodutiva". As pesquisadoras também lembram que historicamente orientações e para postergar a gestação representaram "violações éticas flagrantes". "Outra preocupação é o potencial de discriminação. Mesmo políticas objetivamente neutras podem se traduzir em experiências diferentes de acordo com a raça, grupo étnico ou classe social. O conselho público que desencoraja a gravidez também pode transferir indevidamente a responsabilidade pela gravidez somente para os pais, isentando as instituições que são responsáveis ​​por mitigar os danos e têm o poder de fazê-lo", concluem. Até o momento, recomendações de adiar os planos de ser mãe e pai não parecem ter sido oficialmente adotadas por outros países — no máximo, as autoridades sugerem que o casal converse com especialistas e avalie os riscos e benefícios antes de tomar qualquer decisão. Fernandes entende que o tema é controverso e não há uma resposta única sobre ele. "Diferentemente do que aconteceu na aids e na zika, agora ainda não está claro o risco de transmissão de covid-19 pela placenta, da gestante para o feto", compara. "Talvez a abordagem pudesse ser mais no sentido de oferecer informações ao casal sobre riscos e benefícios, e não apenas pedir para postergar os planos de gravidez", completa o infectologista. Já Dal Ben acredita que é preciso ver caso a caso. "Nessas horas, precisamos pensar em vários fatores. Se a mulher estiver com 38, 40 anos, quase no fim da fase reprodutiva, uma recomendação dessas não faz sentido. Mas, caso ela tenha entre 20 e 30 anos, talvez pesar prós e contras e aguardar uns dois anos para ter uma gravidez mais tranquila não seja um problema tão grande assim", pensa. Estou grávida. O que fazer? A OMS recomenda que a mulher tome algumas precauções e preste bastante atenção a possíveis sintomas de Covid-19. Os cuidados são os mesmos que devem ser seguidos pelo resto da população: Lavar as mãos com frequência com água e sabão ou álcool gel Manter uma distância segura de outras pessoas Evitar encontros, reuniões e aglomerações com indivíduos que não fazem parte de seu convívio diário Usar máscara toda vez que precisar sair de casa Evitar tocar os olhos, o nariz e a boca Praticar etiqueta respiratória: cobrir boca e nariz com o braço ou com lenço descartável toda vez que tossir ou espirrar Dal Ben destaca que os cuidados não devem ser redobrados apenas pelas gestantes, mas por todo mundo que têm contato com elas. "Chamamos isso de proteção de ninho. Quem convive com essas mulheres precisa, na medida do possível, usar máscaras sempre, sair o mínimo possível e reforçar todas as ações preventivas", sugere a médica. Outra dica importante é ficar de olho em qualquer sintoma sugestivo de uma infecção por coronavírus, como tosse, febre, falta de ar, perda de olfato e paladar, problemas gastrointestinais… Se esses incômodos aparecerem, vale consultar o médico e pedir orientações sobre a necessidade ou não de fazer um teste de diagnóstico. Falando em profissional da saúde, todas as entidades nacionais e internacionais reforçam que o acompanhamento pré-natal é algo que não pode ser ignorado: o casal deve passar pelas consultas e exames que garantem o bom andamento da gestação. Algumas dessas orientações e atendimentos, inclusive, podem até ser feitos à distância, por meio de aplicativos de videochamada. E quando houver a necessidade de ir até uma clínica ou hospital para realizar exames, é necessário que os futuros pais sigam todas as recomendações que diminuem o risco de contágio, como uso de máscaras e o distanciamento social. E a vacinação? Essa é uma área com muitas controvérsias. Isso porque a maioria das vacinas contra a Covid-19 não incluíram as gestantes como participantes dos testes clínicos. Com isso, há pouca observação sobre a segurança e a eficácia dos imunizantes nesse grupo específico. Mas a experiência de mundo real, nos países onde a campanha de imunização já está mais adiantada, indica que não há grandes preocupações sobre a aplicação das doses nessas mulheres. A OMS entende que as vacinas já aprovadas pelas agências regulatórias não apresentam nenhum risco específico durante a gravidez. Entre as vacinas aprovadas no Brasil até o momento, também não há nenhuma preocupação maior. "A CoronaVac é feita de vírus inativado, enquanto a AZD1222 usa a tecnologia de vetor viral. Como elas não usam vírus vivos, não teriam motivos para fazer algum mal na gestação", avalia Fernandes. No dia 15/03, o Ministério da Saúde atualizou suas diretrizes a respeito do assunto. As últimas recomendações indicam que as gestantes que apresentam comorbidades (portadoras de diabetes, hipertensão, obesidade, doenças cardiovasculares, asma, doenças renais crônicas, doenças autoimunes, imunossuprimidas ou transplantadas) estejam entre os grupos prioritários. A orientação é que essas mulheres confiram o cronograma de vacinação de suas cidades ou estados e procurem os postos de saúde nas datas estipuladas pelos gestores de saúde locais. Mas e as gestantes que não apresentam nenhuma dessas doenças? O ministério admite que elas também poderão ser vacinadas — elas até foram incluídas recentemente no Plano de Operacionalização da Imunização Contra a Covid-19. Mas a orientação é conversar com o médico de confiança para fazer uma avaliação dos riscos e dos benefícios antes de tomar qualquer decisão. Vale aproveitar a discussão também para reforçar a necessidade de atualizar a carteirinha de vacinação com as doses que previnem contra outras doenças. A Sociedade Brasileira de Imunizações possui um calendário específico para gestantes, com todos os imunizantes recomendados e contraindicados nessa fase.
Nos últimos sete dias, o número de mortes também aumentou. No fim de semana, países ultrapassaram os 3 milhões de mortos por complicações do coronavírus. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, em foto de 3 de julho Fabrice Coffrini/Pool via Reuters O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta segunda-feira (19) que mais de 5,2 milhões novos casos de Covid-19 foram reportados à agência nos últimos sete dias. Essa é a pior contagem desde o início da pandemia. "Na última semana, houve um aumento nos novos casos da Covid-19 pela oitava semana consecutiva, com mais de 5,2 milhões de casos reportados – o maior número em uma semana até agora", disse Ghebreyesus em entrevista coletiva. Segundo o balanço da agência de saúde das Nações Unidas, na última semana, 5.228.318 novas infecções foram registradas. O número é 13,9% maior que na semana anterior. Antes, o recorde de novos casos em sete dias em todo o mundo tinha sido registrado na semana de 4 de janeiro (veja no gráfico acima). Foram 5.044.078 pacientes infectados. A alta de casos é puxada pela Índia, que bateu recorde de novos infectados pela 13ª vez nos últimos 15 dias. Foram mais de 1,5 milhão de novos casos nos últimos sete dias. Aumento no número de mortes Ghebreyesus disse também que o número de mortes por coronavírus vem aumentando nas últimas cinco semanas – nos últimos sete dias foram 83.021, um aumento de 7% em relação à semana anterior. "Números grandes podem nos deixar insensíveis", disse Ghebreyesus. "Mas cada uma dessas mortes é uma tragédia para famílias, comunidades e nações." Ele relembrou que o primeiro 1 milhão de mortes aconteceu após nove meses de pandemia, em setembro do ano passado. Quatro meses depois, o mundo registrava 2 milhões de mortos, e em três meses alcançou a triste contagem dos 3 milhões. 3 milhões de mortes por Covid-19 Guilherme Luiz Pinheiro/G1 Controle da pandemia é possível O diretor-geral mantém seu otimismo expressado na semana passada. Segundo ele, ainda que a pandemia esteja longe de acabar, é possível controlá-la nos próximos meses. Ele defende que ações coordenadas de saúde pública sejam criadas e respeitadas pela população, e também defende que o acesso igualitário à vacinação seja garantido pelos governos. "A pandemia da Covid-19 vai retroceder. Mas ainda teremos todos aqueles desafios que já tínhamos antes, como a crise climática", alertou o chefe da OMS. Greta Thunberg Por ocasião do Dia da Terra, em 22 de abril, a OMS convidou a ativista do clima, Greta Thunberg, para debater o tema e anunciar doação de mais de 100 mil euros (cerca de R$ 670 mil) para a aliança Covax – que distribui doses de vacinas para países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Videoconferência durante a entrevista coletiva da OMS em 19 de abril de 2021 com o chefe Tedros e a ativista do clima Greta Thunberg Reprodução/OMS Perguntada por um jornalista sobre a forma com que o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro – que a chamou de pirralha em 2019 após críticas sobre o assassinado de lideranças indígenas –, vem lidando com as crises do clima e da Covid-19, Thunberg ponderou que ele "falhou". Greta Thunberg diz que Bolsonaro fracassou no combate à pandemia e em ações ambientais "Claro, eu não acho que devemos nos concentrar em falar sobre os indivíduos, pois este é um problema muito maior, mas é claro que Bolsonaro tem uma grande responsabilidade tanto no que diz respeito ao clima, quanto ao meio ambiente e, claro, podemos ver a resposta que o Brasil teve durante a pandemia da Covid. Acho que só posso falar por mim, mas posso dizer com segurança que ele falhou em assumir a responsabilidade necessária para proteger as condições de vidas de agora e futuras para a humanidade", disse a jovem ativista. Novo perfil de infectados O diretor-geral da OMS alertou que o perfil de infectados que precisam de hospitalização tem mudado em um "ritmo alarmante". Antes, pessoas idosas ou com outras doenças tinham maior risco de complicações da doença, mas os jovens vêm precisando de maior assistência. "As infecções e hospitalizações por Covid-19 entre pessoas com idades de 25 a 59 anos têm aumentado em um ritmo alarmante", disse Ghebreyesus. "Possivelmente como o resultado das variantes altamente transmissíveis e o aumento de eventos sociais entre jovens adultos." LEIA TAMBÉM: 'Não existe mais grupo de risco para a Covid-19': entenda por que cientistas defendem alerta amplo, sobretudo para os mais jovens
Ensaio clínico envolveu a população vacinada na Rússia - mais de 3 milhões de participantes - e não foi publicado em revista científica. Resultado é maior que o anunciado em estudo preliminar publicado em fevereiro na The Lancet. Profissional de saúde segura frasco da vacina Sputnik V em Moscou, na Rússia, no dia 18 de janeiro. Shamil Zhumatov/Reuters Dados de um estudo do Instituto russo de pesquisa Gamaleya e o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) anunciados nesta segunda-feira (19) mostraram uma taxa de eficácia maior da vacina Sputnik V, de 97,6 % contra a Covid-19. Os dados ainda não foram publicados em nenhuma revista científica. A pesquisa conduzida pelos desenvolvedores russo abrangeu 3,8 milhões de russos vacinados com a Sputnik V entre 5 de dezembro de 2020 a 31 de março de 2021, como parte do programa de vacinação em massa na Rússia. Segundo o anúncio dos dados, a taxa de infecção a partir do 35º da data da primeira dose foi de apenas 0,027%.Não foram dados outros detalhes do estudo. A eficácia anunciada nesta segunda-feira é maior que a de um estudo publicado em fevereiro na revista científica "The Lancet", que apontou que a Sputnik V é 91,6% eficaz contra a doença. A eficácia contra casos moderados e graves da doença foi de 100%. Os estudos usaram uma amostragem diferente. O publicado na The Lancet envolveu 19.866 participantes, mas o ensaio está em andamento e tem o objetivo de incluir um total de 40 mil voluntário. Vacina russa Sputnik tem eficácia de 91,6% contra a Covid Quando o estudo de uma vacina é publicado em uma revista científica, significa que os dados foram revisados e validados por outros cientistas. Segundo o comunicado do Fundo Russo, os dados e cálculos da eficácia da vacina serão revisados por pares e publicados em uma revista médica em maio. “Dados publicados pelo jornal médico The Lancet demonstraram a eficácia da Sputnik V em 91,6%. A análise dos dados da taxa de infecção de quase 4 milhões de pessoas vacinadas na Rússia mostra que a eficácia da vacina é ainda maior, chegando a 97,6%. Esses dados confirmam que a Sputnik V apresenta uma das melhores taxas de proteção contra o coronavírus entre todas as vacinas", comentou o CEO do RDIF, Kirill Dmitriev. Os pesquisadores do Gamaleya haviam sido criticados pela falta de transparência nos dados. A Rússia também recebeu críticas por ter aprovado a vacinação em massa no país ao mesmo tempo em que os testes de fase 3 ainda estavam sendo conduzidos. Nessa etapa de ensaios, uma vacina é testada em milhares de voluntários para avaliar a sua segurança e eficácia em grande escala antes que ela seja liberada para a população em geral. A Sputnik V foi a primeira vacina a ser registrada no mundo contra a Covid-19. Ainda sem respostas Os imunizantes desenvolvidos contra o coronavírus até este momento têm tido como função principal impedir casos graves e mortes pela doença – e não necessariamente a sua transmissão. Outra observação feita pelos cientistas é que ainda não é possível determinar a duração da proteção que a vacina oferece, porque os dados foram analisados cerca de 48 dias após a primeira dose. Tecnologia A Sputnik V usa a tecnologia de vetor viral. Nesse tipo de vacina, um outro vírus (nesse caso, o adenovírus) "leva" o material genético do coronavírus, o RNA, para dentro do nosso corpo. Mas esse adenovírus é modificado para não conseguir se replicar (reproduzir). Por isso, ele não causa doença. Que vacina é essa? Sputnik V No caso da Sputnik, o adenovírus que leva o coronavírus para dentro do corpo é diferente em cada dose: na primeira, é o Ad26 (mesmo da vacina da Johnson). Na segunda, é o Ad5, mais comum. Ambos são adenovírus humanos. Os cientistas russos explicam que usar adenovírus diferentes pode ajudar a criar uma resposta imunológica mais poderosa – em comparação ao uso do mesmo vetor duas vezes –, pois diminui o risco de o sistema imunológico desenvolver resistência ao vetor inicial. "Por isso que eles dão as duas doses com vetores diferentes – é para minimizar a resposta ao vetor. Essa abordagem da Sputnik de usar primeiro o Ad26 e depois o Ad5 é boa", explica Maurício Nogueira. "Como pode ser também interessante o que havia sido colocado anteriormente: uma mistura da Sputnik com Oxford pode dar um resultado também legal", diz. Em meados de dezembro, a AstraZeneca, que desenvolveu a vacina em parceria com a Universidade de Oxford, anunciou que testaria o seu imunizante aplicado em conjunto com a Sputnik V. A vacina de Oxford também é de vetor viral – só que, diferente da russa, usa adenovírus de chimpanzé como vetor (que também não causa doença). Além disso, os vetores usados na primeira e na segunda dose são iguais. No mês passado, a farmacêutica russa R-Pharm anunciou que os testes combinados têm previsão de começar este mês. 00:00 / 26:07 Veja VÍDEOS da vacinação no Brasil: i
Desde dormir em camas separadas até transportar os filhos em carrinhos de bebê, algumas práticas ocidentais não são adotadas em outras partes do mundo. Transportar os filhos em carrinhos de bebê, por exemplo, é um hábito bastante ocidental Getty Images via BBC "Ele já está dormindo no próprio quarto?", é uma pergunta que os pais ocidentais costumam ouvir nos primeiros meses de vida de um recém-nascido. Mas dormir longe de nossos bebês é uma prática relativamente recente — e que não é adotada ao redor de todo o globo. Em outras culturas, dividir o quarto e, às vezes, até a cama com o bebê é a norma. E este não é o único aspecto na criação dos filhos que os ocidentais fazem de maneira diferente. Sonecas programadas, treinamento de sono ou transportar os filhos em carrinhos de bebê poderiam ser consideradas práticas padrão, mas nem sempre foi assim, tampouco são costume em outras partes do mundo. BLW: entenda os benefícios e o que ainda é discutível sobre o método de introdução alimentar para bebês Falta de acesso à alimentação de qualidade causa obesidade e subnutrição Os pais nos Estados Unidos e no Reino Unido são aconselhados a deixar seus bebês dormirem no mesmo quarto que eles durante os primeiros seis meses de vida pelo menos. No entanto, na maioria das outras sociedades ao redor do mundo, os bebês ficam mais tempo com os pais. Uma revisão de estudos de 2016 que analisou pesquisas sobre crianças que compartilham não apenas o quarto, mas a cama com pelo menos um dos pais, mostrou uma alta prevalência em países asiáticos: mais de 70% na Índia e na Indonésia, por exemplo, e mais de 80% no Sri Lanka e no Vietnã. O estudo sobre as taxas de compartilhamento de camas em países da África é irregular, mas onde existe sugere que a prática é quase universal. Debmita Dutta, médica e consultora parental em Bangalore, na Índia, diz que, apesar das influências ocidentais, compartilhar a cama continua sendo uma tradição forte no país — mesmo em famílias em que as crianças têm seus próprios quartos. "Uma família de quatro pessoas tem (uma casa com) três quartos, um para cada filho e um para os pais, e você encontraria os dois filhos na cama dos pais", diz ela. "É muito comum." Dividir a cama é uma forma de reduzir o fardo de bebês que acordam à noite, acrescenta Dutta. Sua própria filha tinha uma cama ao lado da dela, em que pôde dormir até os sete anos. "Mesmo depois que parou de mamar, ela ainda gostava de dormir com a gente no mesmo quarto", revela. Muitos pais nas sociedades ocidentais recorrem, em vez disso, a métodos de treinamento do sono, cuja versão mais extrema prevê deixar o bebê sozinho "chorando", em um esforço para encorajá-los a dormir por períodos mais longos para que seus pais possam ter algum descanso. Na Austrália, existem até escolas residenciais do sono, financiadas pelo Estado, em que os pais podem se registrar para treinar seus filhos para dormir. Encorajar a independência desde cedo está alinhado com o característico enfoque cultural ocidental no individualismo. Por esse motivo, compartilhar a cama pode parecer para alguns como ceder para o filho e incentivá-lo a permanecer dependente dos pais. Mas os pais com uma mentalidade mais coletivista, como Dutta, geralmente não veem as coisas dessa maneira. "Se você der a eles alguma autoconfiança e independência, eles vão se separar de você por conta própria", diz ela. "Eles não vão ficar com você para sempre." Fatores culturais afetam não apenas onde os bebês dormem, mas também quando e quanto dormem. A ideia de que os bebês não deveriam acordar à noite é um mito cultural, segundo alguns especialistas Getty Images via BBC Uma pesquisa realizada por Jun Kohyama, CEO do Centro Médico Urayasu Ichikawa de Tóquio, e seus colegas mostrou que os bebês no Japão tendem a cochilar menos do que em outros países asiáticos quando completam três meses de vida. Segundo ele, possivelmente porque "dormir é considerada uma atitude preguiçosa no Japão". Kohyama também descobriu que as crianças em países asiáticos tendem a ir dormir mais tarde do que as de países predominantemente caucasianos. Ele acredita que os pais que desejam passar mais tempo com os filhos à noite são parcialmente responsáveis por isso. O compartilhamento da cama — a norma cultural no Japão — também pode ser um fator. "Os pais sentem que seu bebê é parte de seu próprio corpo", diz ele. Embora, assim como no Reino Unido, a Academia Americana de Pediatria dos EUA aconselhe os pais a dividirem o quarto com o bebê para reduzir o risco de Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL), a instituição alerta contra o compartilhamento da cama, uma vez que compartilhar a cama tem sido associado a um risco maior de SMSL. Mas Rashmi Das, professora de pediatria do Instituto de Ciências Médicas da Índia, em Bhubaneswar, e autora de uma revisão de estudos sobre segurança no compartilhamento da cama, diz que a falta de pesquisas de alta qualidade sobre o assunto torna difícil dizer se o compartilhamento em si aumenta o risco de SMSL na ausência de outros fatores de risco, como fumar e beber. "Não podemos dizer se compartilhar a cama está realmente aumentando o risco de SMSL", afirma Das. Os estudos sobre o tema são provenientes principalmente de países de alta renda, onde compartilhar a cama é menos comum. Mas os países de baixa renda, em que o compartilhamento da cama é uma prática tradicional, também apresentam algumas das taxas de SMSL mais baixas do mundo. Não parece ser uma simples questão de geografia: quando alguém que vive no Ocidente importa suas práticas culturais de outro lugar, também traz consigo o menor risco de SMSL. As famílias de origem paquistanesa que moram no Reino Unido, por exemplo, apresentam um risco menor de SMSL do que as famílias britânicas brancas — apesar das mães geralmente compartilharem a cama com seus bebês. "São as práticas culturais que estão associadas ao menor índice de SMSL", diz Helen Ball, professora de antropologia da Universidade de Durham, no Reino Unido, e diretora do Laboratório de Sono para Pais e Crianças da instituição. Usar acessórios para carregar os bebês, como slings, permite que os pais mantenham os filhos por perto ao longo do dia Getty Images via BBC As mães de origem paquistanesa em Bradford, no Reino Unido, apresentam taxas mais altas de amamentação e são menos propensas a fumar, beber e colocar seu bebê para dormir em um quarto separado — todos fatores que reduzem o risco de SMSL. Das afirma que gostaria que o compartilhamento da cama fosse incentivado, mas "com a advertência de que as pessoas que compartilham a cama não devem fumar, não devem consumir álcool, não devem ser muito obesas". A instituição britânica The Lullaby Trust, voltada para a prevenção da SMSL, aconselha os pais que desejam fazer da cama uma superfície segura para o sono de seus bebês. Assim como o compartilhamento da cama mantém os bebês por perto durante a noite, o ato de carregar o bebê é uma maneira de mantê-los por perto ao longo do dia, enquanto os pais vão às compras ou realizam tarefas domésticas. Longe de ser uma nova tendência, carregar crianças no sling (tecido para carregar o bebê) é algo que os humanos fazem há muito tempo. Só quando os carrinhos de bebê se popularizaram durante a era vitoriana (1837-1901) que os porta-bebês tradicionais se tornaram menos comuns entre alguns setores da sociedade ocidental. No Ocidente, existe uma crença cultural de que as crianças que dormem sozinhas serão mais independentes Baby Sleep Information Source Website/Kathryn O'd No resto do mundo, há aparentemente quase tantas maneiras diferentes de carregar um bebê quanto culturas nas quais os bebês são carregados. Mesmo os pais que não usam sling, provavelmente já devem ter notado o efeito calmante instantâneo de pegar o bebê no colo e andar com ele. "Eles sabem intuitivamente que esse tipo de movimento rítmico, entre 1-2 hertz, tem algum poder para acalmar um bebê", diz Kumi Kuroda, do Riken Center for Brain Science, no Japão. Kuroda começou a investigar os efeitos fisiológicos de carregar bebês quando viu que pesquisas anteriores, que usavam diários de pais em vez de medições fisiológicas em tempo real, não encontraram nenhuma correlação entre a quantidade de tempo que os bebês eram carregados e a quantidade de choro. Um estudo sugere que carregar os bebês pode reduzir sua frequência cardíaca e o quanto eles choram Getty Images via BBC "Não poderia concordar com isso", diz ela. Sua pesquisa mostrou que carregar um bebê reduzia sua frequência cardíaca e os movimentos, assim como o choro. De acordo com ela, pesquisas subsequentes revelaram que movimentar o bebê sem pegar no colo, como transportá-lo em um carrinho ou cadeirinha, assim como segurá-lo sem se mover, também tem efeito calmante com o tempo — mas que as técnicas funcionam mais rápido conjugadas. O contato próximo, dia e noite, é o que os bebês esperam, biologicamente falando. Nos primeiros meses, eles precisam ser alimentados com frequência. Mesmo quando o ritmo circadiano do bebê se desenvolve e seu sono começa a se consolidar durante a noite, acordar no meio da noite pelo menos no primeiro ano é normal. "A biologia dos bebês não mudou dramaticamente ao longo de centenas ou milhares de anos", diz Ball. "Mas nossa cultura mudou drasticamente, e nossas expectativas em relação aos bebês e à criação mudaram dramaticamente ao longo de algumas décadas." Mas a ideia de que acordar à noite é normal não é a mensagem que os pais no Ocidente estão recebendo da família, dos amigos e da cultura em geral. "Nós meio que desenvolvemos esse mito cultural de que bebês não deveriam acordar à noite", afirma Ball. Esse mito tem consequências. A alteração no sono no início da maternidade foi associada à depressão pós-parto. Mas Ball afirma que tentar "consertar" o sono do bebê não atinge o cerne do problema — em vez disso, apoiar os pais diretamente tem mais chances de melhorar sua saúde mental. "Os pais que estão deprimidos vivenciam a interrupção do sono do bebê pior do que os pais que não estão", diz ela. "Nosso argumento é que, na verdade, precisamos resolver o que está acontecendo na cabeça dos pais, precisamos apoiá-los para pensar sobre tudo isso de uma maneira diferente." Para isso, ela montou um guia com informações sobre o sono do bebê (o "Baby Sleep Info Source") no intuito de ajudar os pais com dados precisos sobre o sono dos recém-nascidos. A ideia de que bebês mais velhos "deveriam" conseguir dormir a noite toda vem de uma pesquisa da década de 1950 que constatou que, de um grupo de 160 bebês que moravam em Londres, 70% começaram a "dormir a noite inteira" aos três meses de idade. Mas os pesquisadores definiram "dormir direto" como não acordar seus pais chorando ou reclamando entre meia-noite e 5h da manhã — longe das oito horas ininterruptas que muitos pais desejam —, e não se os próprios bebês estavam realmente dormindo durante esse período. De qualquer forma, 30% dos bebês não haviam começado a dormir por períodos mais longos nessa idade, e metade dos bebês que estavam "dormindo direto" voltaram a acordar mais à noite ainda no primeiro ano de vida. Mesmo hoje, muitas pesquisas sobre o sono infantil abordam apenas um subconjunto específico da população global. "Muitas das pesquisas das últimas décadas foram feitas em bebês ocidentais", completa Ball. Embora existam, sem dúvida, diferenças entre as culturas no que se refere a como cuidamos dos bebês, há muitas diferenças dentro delas também. Nem todo mundo no Ocidente acha que deixar o bebê dormindo em seu próprio quarto é o ideal. Em um estudo, por exemplo, pais italianos chamaram essa prática de "cruel". As circunstâncias pessoais desempenham um papel importante na forma como as pessoas cuidam de seus bebês, e cada pai encontra sua própria maneira de fazer as coisas. "Todas as famílias são diferentes, portanto, uma grande diversidade é ok", diz Kuroda, que dormiu junto com seus quatro filhos como uma forma de se adaptar a ficar longe deles durante o dia. "Trabalho em tempo integral e se me separar a noite toda, (sobra) realmente um tempo mínimo para o bebê. Podemos nos comunicar intensamente, mesmo à noite. É uma comunicação real e um tempo (que passamos) juntos." Mas ela afirma que, assim como acontece com todas as formas de criação, as pessoas devem descobrir o que funciona para elas e para o bebê, em vez de se preocupar muito com o que os outros estão fazendo. "Acho que os pais e o bebê podem se adaptar um ao outro", diz ela. "É como um tango." O segredo para pensar fora da caixa ocidental pode ser lembrar que os bebês não querem nos manipular, não importa o quão tentador seja ver as coisas dessa forma às 3h da manhã. "O que realmente precisamos fazer em relação aos bebês é parar de pensar neles como chefes difíceis de agradar", diz Dutta. "Eles são pequenos seres indefesos que vieram a este mundo, e devemos olhar para eles com empatia e compaixão." Vídeos: Viva Você
Trata-se da vacina SCB-2019, financiada pela empresa Sichuan Clover Biopharmaceuticals, da China. Ela será testada em voluntários no Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro com 18 anos ou mais. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta quinta-feira (16), testes clínicos de fase 3 a serem realizados no Brasil de uma sexta vacina contra a Covid-19. Trata-se da vacina financiada pela empresa Sichuan Clover Biopharmaceuticals, sediada na China. Variantes da Covid-19: entenda como o perfil das vacinas influencia a eficácia contra as mutações Granjas produzem ovos para a fabricação de vacinas contra a Covid-19 em SP Chamada de SCB-2019, a vacina da Sichuan Clover é administrada em duas doses com intervalo de 22 dias entre as doses. Ela será testada em voluntários brasileiros no Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. Os participantes deverão ter 18 anos ou mais. A professora da Universidade de Oxford, Sue Ann Costa Clemens, que também é membro do comitê cientifico internacional da Clover, explicou que a vacina será testada em pelo menos 8 mil voluntários, podendo chegar a 12,1 mil. Segundo ela, o recrutamento deve começar na próxima semana. A nível global, a vacina será testada em até 30 mil voluntários distribuídos entre países da América Latina, África do Sul e Europa. Entenda cada fase dos testes para vacinas Os testes de fase 3 (última etapa para conseguir a aprovação do medicamento) aprovados no Brasil serão do tipo duplo-cego (nem o paciente e nem o médico sabem se estão recebendo a vacina teste ou o placebo). Os participantes deverão receber vacina ou placebo (substância inativa), para servir de grupo controle. A determinação de quem recebe cada substância de forma aleatória, ou seja, randomizada. O imunizante é o sexto a obter autorização da Anvisa para realizar testes clínicos no Brasil. Ele é feito a partir de uma combinação de proteínas (antígenos) com adjuvantes, ou potenciadores, sintéticos – uma substância adicionada para potencializar a resposta imunológica ao antígeno. EUA ampliam vacinação contra Covid para todos a partir de 16 anos A Anvisa não informou a data de início dos testes. Medicago No começo de abril, a Anvisa já tinha autorizado testes de fase 3 de mais uma vacina contra a Covid-19 no Brasil. O imunizante é o desenvolvido pela biofarmacêutica Medicago R&D Inc, do Canadá, e pela farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK). O ensaio clínico aprovado para ser realizado no Brasil é de fase 3 (última etapa) e envolverá 3,5 mil voluntários a partir de 18 anos. Os participantes deverão receber uma dose única da vacina ou um placebo (substância inativa), para servir de grupo controle. A determinação de quem recebe a vacina ou o placebo será feita de forma aleatória (randomizada), e será do tipo "cego para observador", quando os voluntários ou os pesquisadores não sabem quais pessoas receberam qual substância. Segundo o órgão regulador, a potencial vacina da Medicago/GSK usa tecnologia de partícula semelhante a coronavírus e é aplicada em duas doses com intervalo de 21 dias entre elas. Não há informações sobre se os testes de fase 3 serão restritos a profissionais de saúde. Além do Brasil, a fase 3 da vacina também será testada no Canadá, Estados Unidos, América Latina, Reino Unido e Europa. O estudo deverá envolver 30 mil voluntários. Vacinas testadas no Brasil Este é o sexto estudo de vacina contra o novo coronavírus autorizado pela Anvisa. Os estudos aprovados anteriormente foram: 2 de junho de 2020: ensaio clínico da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a empresa AstraZeneca. 3 de julho de 2020: vacina da Sinovac Research & Development Co Ltd, e parceria com o Instituto Butantan, 21 de julho de 2020: vacina da Pfizer/BioNTech 18 de agosto de 2020: a vacina da Janssen-Cilag/Johnson 4 de abril de 2021: vacina da Medicago As vacinas da Pfizer/BioNTech e da AstraZeneca/Oxford já obtiveram registro definitivo de uso junto à Anvisa. Já a CoronaVac e a vacina da Johnson/Janssen têm autorização para uso emergencial. Atualmente, o Plano Nacional de Imunização (PNI) usa duas vacinas na população brasileira: CoronaVac e Oxford. VÍDEOS: novidades sobre as vacinas
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