Ciência e Saúde
Liberação de hormônios pode alterar a pressão arterial e causar arritmias; saiba como prevenir Situações de estresse são naturais na rotina e precisam ser gerenciadas com prática de exercícios e alimentação adequada Shutterstock Você se considera uma pessoa estressada? Sai do trabalho de cabeça quente, não consegue dormir pensando nas tarefas do dia seguinte, costuma bater boca no churrasco da família? Mesmo que passar por essas situações seja normal e faça parte da vida, encarar os desafios de forma mais tranquila faz bem não só para a cabeça, mas também para o coração. Literalmente. Como a vida moderna aumentou o estresse – e como podemos evitá-lo Entenda diferenças entre burnout, estresse e depressão Estresse: como funciona, sintomas e soluções O estresse libera no corpo hormônios como adrenalina e noradrenalina, substâncias vasoconstritoras. Como diz o nome, elas constringem, isto é, estreitam os vasos, elevando a pressão arterial e levando a uma alta na frequência cardíaca. Esse aumento pode também ser caracterizado por arritmias, batimentos descoordenados do coração, especialmente em quem já tem algum tipo de problema cardíaco. Mas o estresse, por si só, não é o vilão. Ele é uma reação natural (e, em alguns casos, benéfica) a uma situação de risco. “É uma necessidade de autoproteção da pessoa. Se você tentar, por exemplo, atravessar a Avenida Paulista e não tiver o mínimo de estresse, a chance de ser atropelado é enorme. É natural que, frente às mais diversas situações, ocorra algum nível de estresse saudável. O problema é quando o estímulo é permanente, passa do limite e começa a gerar dano à sua atividade normal”, explica o cardiologista, clínico geral do HCor e médico assistente da Unifesp, Abrão Cury. Para não chegar a esse extremo, os médicos recomendam uma receita clássica: combinar uma alimentação saudável à prática regular de exercícios físicos. “Um fator que diminui muito o estresse é a liberação de endorfina, que neutraliza a adrenalina. E a endorfina é secretada em exercícios mais intensos”, explica o cardiologista e coordenador da Diretriz de Prevenção 2019 da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Dalton Precoma. Precoma esclarece que existe uma diferença entre atividade e exercício físico. “Uma caminhada até o trabalho, por exemplo, é uma atividade física. É útil, mas não caracteriza um exercício físico, que acontece quando você passa a frequentar uma praça, uma academia, uma aula com regularidade, como natação, caminhada ou bicicleta. O ideal é fazer 150 minutos de exercício semanais, divididos de três a cinco vezes por semana”, explica. Além disso, o convívio social, a manutenção da qualidade do sono e o tratamento de doenças são outros hábitos que contribuem para a redução do estresse. “Sobretudo, deve haver uma mudança de estilo de vida, e o cardiologista deve orientar todos esses fatores”, afirma. O diretor administrativo da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj), Pedro Spineti, acrescenta que estratégias de relaxamento e meditação têm mostrado benefícios em redução de níveis de pressão arterial e de arritmias. “Nem sempre a gente precisa medicalizar, mas a gente precisa aprender a lidar melhor com o que os tempos atuais nos impõem”, observa. Coração partido Embora seja uma doença mais rara, a síndrome do coração partido (também conhecida como síndrome de Takotsuba ou cardiopatia do estresse) provoca sintomas semelhantes aos de infarto, como dor no peito e falta de ar. Apesar disso, não se caracteriza como um infarto do miocárdio “tradicional”, aquele em que as artérias são entupidas por uma placa de gordura. No caso da síndrome, a artéria coronária sofre um fechamento abrupto e temporário por liberação de enzimas que dilatam o coração. A síndrome do coração partido pode ocorrer em eventos de alto estresse, como falecimento de um familiar, catástrofes naturais e outras situações de grande choque para o indivíduo. “Do ponto de vista do estresse crônico, o efeito no coração está mais relacionado ao aumento da pressão arterial a longo prazo e aceleração da frequência cardíaca. Na síndrome de Takotsuba, o estresse é agudo e há um aumento das enzimas cardíacas que podem fazer o coração dilatar, mas em geral é uma condição reversível”, explica Spineti. Se houver sintomas de infarto (dor no peito, falta de ar, fadiga, sensação de cansaço), o ideal é levar o paciente para a emergência mais próxima, pois apenas um cardiologista pode avaliar no cateterismo se se trata de um infarto do miocárdio (com entupimento da artéria) ou de uma condição como a Takotsuba. VÍDEOS SOBRE ESTRESSE Matérias de arquivo falam sobre a síndrome do coração partido e o estresse, confira nos vídeos abaixo: Entenda a síndrome do coração partido Pesquisadores canadenses dizem que stress pode ser contagioso Saiba quais os alimentos que podem ajudar a controlar os sintomas de estresse e ansiedade
Transmissão entre humanos causa pneumonia. EUA também confirmaram 1º caso da doença na terça-feira (21). Funcionários do hospital lavam a entrada de emergência do Centro de Tratamento Médico de Wuhan, na China, onde alguns infectados com um novo vírus estão sendo tratados AP Photo/Dake Kang Subiu para 9 o número de mortos devido ao coronavírus, que já infectou 440 pessoas na China, segundo as autoridades de saúde do país asiático informaram na noite desta terça-feira (21). Os primeiros casos foram registrados em Wuhan, uma megalópole de 11 milhões de pessoas na região central do país. O vírus, que provoca um tipo de pneumonia, chegou a Macau, na costa sul chinesa, e a vários países. Os EUA registraram o 1º caso na terça-feira (21), e Japão, Tailândia, Taiwan e Coreia do Sul também já foram afetados, como mostra o vídeo abaixo. Na Austrália, há um caso suspeito de um homem que viajou a Wuhan e está passando por exames, em local isolado. Coronavírus: o que se sabe sobre a misteriosa doença A Organização Mundial da Saúde (OMS) se reúne nesta quarta em Genebra, na Suíça, e pode decretar “emergência de saúde pública de interesse internacional”. Até o momento, a OMS usou essa denominação apenas em casos raros de epidemias que exigem uma vigorosa resposta internacional, como a gripe suína H1N1 (2009), o zika vírus ( 2016) e a febre ebola, que devastou parte da população da África Ocidental de 2014 a 2016 e a atinge a República democrática do Congo desde 2018. EUA têm primeiro caso de coronavírus A vice-ministra da Comissão Nacional de Saúde da China, Li Bin, alertou que o coronavírus pode sofrer mutação e se propagar mais rapidamente. A comissão anunciou medidas para conter a doença diante da viagem de milhões de pessoas, por todo o país, para o feriado do Ano Novo Lunar, esta semana. Entre as medidas estão a desinfecção e a ventilação de aeroportos, estações de trem e shoppings. "Quando for necessário, os controles de temperatura também serão adotados em áreas-chaves e locais muito frequentados", informou a comissão. Viajantes aguardam trens na estação de Hangzhou East, em Hangzhou, no leste da China, nesta quarta-feira (22) Chinatopix via AP 1º caso nos EUA China confirma sexta morte por coronavírus; EUA registram primeiro caso De acordo com a imprensa americana, um viajante da China foi diagnosticado após desembarcar em Seattle, cidade dos EUA no estado de Washington, no último dia 15. A identidade dele está sendo preservada pelas autoridades de saúde do país, mas o Hora 1 informou que a vítima tem cerca de 30 anos, é um homem e está sendo mantido isolado em um hospital. Chamado de 2019-nCoV, o coronavírus causa febre, tosse, falta de ar e dificuldade em respirar. É um tipo de pneumonia que é transmitida de pessoa para pessoa. Parece ser uma nova cepa de um coronavírus que não havia sido previamente identificado em humanos — coronavírus são uma ampla família de vírus, mas poucos deles são capaz de infectar pessoas. O período de incubação e a origem do vírus ainda não foram identificados. Porém, a fonte primária é provavelmente um animal, de acordo com a OMS. As autoridades chinesas vincularam o surto a um mercado de frutos do mar na cidade chinesa de Wuhan, onde os primeiros casos foram registrados. Pelo menos 15 trabalhadores da área da saúde, que teriam tido contato com os doentes, também foram infectados. Surto Os novos casos trouxeram de volta os registros da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), outro tipo de coronavírus que surgiu na China nos anos de 2002 e 2003, resultando na morte de quase 800 pessoas em uma pandemia global. Dois casos já foram identificados na Tailândia, um no Japão e um na Coreia do Sul, enquanto as Filipinas também relataram nesta terça-feira um primeiro caso suspeito. Taiwan, ilha autogovernada que a China reivindica como sua, também confirmou uma infecção pelo vírus, uma mulher que retornou de trabalho em Wuhan.
Retirada de gametas de pacientes já sem vida pode ser esperança para outras famílias, defendem pesquisadores especialistas em ética na saúde. Coleta em homens mortos seria possível solução para falta de doadores de esperma Getty Images via BBC Depois do último suspiro de vida, o sêmen de um homem ainda pode ser coletado e usado na fertilização in vitro por famílias desconhecidas e com dificuldades de gerar bebês. Importação de esperma: por que a busca por sêmen no exterior cresceu vertiginosamente no Brasil 5 curiosidades sobre o sêmen que você talvez não conheça É o que defendem dois pesquisadores na área da ética na saúde em artigo publicado nesta segunda-feira (20) no Journal of Medical Ethics, um periódico especializado no tema. Eles defendem que tal medida, já testada em experimentos isolados mas nunca aplicada de forma ampla e regulamentada, e que ainda carece de aperfeiçoamento tecnológico, pode ser uma das soluções para a falta de doadores de esperma. Essa oferta insuficiente é uma realidade em países como a Inglaterra e, segundo fontes, o Brasil. Idealmente, homens submetidos a esse procedimento após a morte deixariam consentimento para tal em vida, mas os autores dizem que seu artigo não teve o objetivo de detalhar as vias legais para isso. "Existem experiências ao redor do mundo de extração de esperma de um homem morto e posterior uso de técnicas reprodutivas para gerar um bebê. Isso tende a ocorrer em relações entre conhecidos. O que não tem precedentes, porém, é um sistema análogo a outras formas de doação após a morte, com material reprodutivo de uma pessoa morta sendo usado por desconhecidos. Assim, é algo inteiramente novo e nunca foi sugerido antes, tampouco analisado quando à sua ética", explicou por e-mail à BBC News Brasil Joshua Parker, do departamento de Educação e Pesquisa do Hospital Wythenshawe, em Manchester, Inglaterra, e um dos autores do artigo — ao lado de Nathan Hodson, da Universidade Leicester. De acordo com eles, há evidências científicas já publicadas de que o sêmen retirado até 48 horas após a morte é capaz de resultar em gestações e crianças saudáveis. Em pacientes sem vida, o esperma pode ser recolhido por meio de estímulos elétricos da próstata ou de cirurgia, e depois congelado e armazenado em clínicas de reprodução assistida. "Consideramos que os padrões de segurança e qualidade seriam equivalentes a doações durante a vida", diz o artigo. Altruísmo Por que um homem doa seu esperma? Com as experiências atuais, em vida, os pesquisadores apontam para razões como altruísmo, desejo de procriar e deixar sua "marca genética" no mundo, assim como motivações financeiras, a depender do país e a permissão para isso. Mas há também fatores que podem desestimular potenciais doadores, como preocupações com o anonimato e a exigência de baterias de exames, consultas e compromissos presenciais. Assim, os autores argumentam que a doação pós-morte concilia as motivações positivas e afasta os principais entraves à tradicional doação de sêmen em vida. Além de aumentar a quantidade de doações, tal medida contribuiria com a diversificação do estoque — de características físicas e genéticas, por exemplo. "Finalmente, alguns casais podem ter a preferência de usar o esperma de uma pessoa morta. A informação de que o homem que produziu o sêmen doado morreu pode oferecer um certo grau de simplicidade ao pensar no futuro dessa criança em termos de possíveis interações futuras com um eventual doador", afirma a publicação, que discute ainda possíveis cenários para as crianças, famílias envolvidas e a sociedade em geral com a eventual doação anônima de esperma após a morte — projeções essas que não apresentam maiores obstáculos ao plano delineado pelos autores. Risco de vida? Não exatamente Um dos debates éticos apresentados pelos autores reconhece que, diferente de outros destinatários da doação de órgãos, famílias que receberiam o esperma de um homem morto não estão passando por alguma doença potencialmente fatal. É diferente também de casos de transplantes que não lidam com risco iminente de vida, mas que melhoram condições existentes e têm impacto na qualidade de vida, como o de córnea. "A infertilidade certamente causa sofrimento, que pode ser parcialmente apaziguado pelo acesso ao esperma de um doador." "Se é moralmente aceitável que indivíduos possam doar seus tecidos para aliviar o sofrimento de outras pessoas por meio de transplantes que melhoram suas condições (como de córnea), não vemos razão para que isso não possa ser estendido a outras formas de sofrimento, como a infertilidade." Mas, como apontam os próprios autores, a proposta ainda tem questões em aberto, como a necessidade de consentimento pelo doador ou o poder de veto da família, além da proteção ao anonimato e ainda financiamento ao sistema. "No artigo, sugerimos que, idealmente, deve ser necessário que o homem tenha manifestado em vida o desejo de doar esperma após a morte", destacou Parker em resposta à BBC News Brasil. "Embora na Inglaterra as famílias possam retirar o consentimento à doação de órgãos e anular os desejos dos doadores, permanecemos neutros quanto a isso na publicação. Na realidade, há um extenso debate sobre o veto das famílias e ambos os autores têm opiniões diferentes sobre a moralidade disto, novamente destacando como é uma área eticamente controversa e difícil. Da mesma forma, não respondemos à questão sobre se as famílias deveriam consentir em nome de um homem que não indicou este desejo durante a vida." "O que eu diria é que, como o sêmen é um material reprodutivo, isso levanta questões um pouco diferentes sobre o papel da família neste consentimento." E no Brasil? Especialista em direto médico e da saúde, a advogada brasileira Luciana Dadalto diz que a proposta resvala em duas áreas sensíveis juridica e eticamente: as da doação de órgãos e reprodução assistida. Mais do que isso: no Brasil, trata-se de áreas carentes de uma legislação atualizada e, na sua opinião, satisfatória. "A doação de material após a morte no Brasil é orientada pela lei de doação de órgãos e tecidos, de 1997 e alterada em 2001. E o sêmen não é nem órgão nem tecido, então, a princípio seria necessária uma interpretação, estendendo a lei à consideração de um material biológico", argumenta Dadalto, acrescentando que, sob a legislação brasileira, a doação de órgãos após a morte é anônima, diferente daquela em vida, que pode ser direcionada (por exemplo, uma irmã que doa um rim ao irmão). "Esta lei (de 1997) dá a supremacia para a família. Existem alguns modelos de decisão de doação de órgãos no mundo, e o modelo brasileiro é o que dá à família essa palavra final. Hoje, na prática, que mesmo com a manifestação prévia da pessoa, a família tem a decisão final. Isso faz com que a gente tenha, inclusive, uma das menores taxas de doação de órgãos no mundo." Assim, a prática da doação de sêmen após a morte exigiria uma nova regulamentação ou uma interpretação "bastante complexa" da legislação existente — que poderia, finalmente, esbarrar mais uma vez no veto da família. "Na doação de órgãos, temos uma lei antiga, retrógrada, mas que existe. Já a reprodução assistida não tem lei no Brasil", resume a advogada. O que há, segundo a advogada, são interpretações do Código Civil e resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM) a seus profissionais. São essas orientações que fazem, por exemplo, com que no Brasil a doação de esperma seja anônima e não remunerada. Há, inclusive, instruções do CFM e decisões judiciais permitindo o uso de esperma por viúvas cujos parceiros congelaram seu material e deixaram consentimento em vida — diferente portanto do descrito na publicação no Journal of Medical Ethics, que diz respeito a material retirado após a morte e doado entre desconhecidos. Assim como o Reino Unido, há sinais de que o Brasil também tem demanda de sêmen maior que a oferta. Conforme mostrou a BBC News Brasil em 2019, uma indicação disso é o aumento de importações deste material. De 2011 a 2017, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a importação de 1,95 mil amostras seminais (sêmen). Em 2017, de acordo com um relatório do órgão, o índice foi recorde: 860 amostras, um aumento de 97% em relação ao ano anterior, quando foram trazidas 436. "Além das informações no Brasil serem limitadas, a demanda de receptores é bem superior à oferta, sobretudo porque não é permitido nenhum tipo de pagamento aos doadores, como ocorre em outros países. Há alguns voluntários que doam, mas é um número limitado, e o anonimato não permite saber muito sobre eles", apontou à reportagem o médico Márcio Coslovsky, especialista em reprodução humana há mais de 20 anos e membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) e da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE). Mulher se casa com doador de esperma que gerou sua filha, 12 anos depois Novas tecnologias de reprodução assistida auxiliam casais a ter filhos
China e outros países da Ásia registram centenas de casos; transmissão entre humanos causa pneumonia. Amostra laboratorial do coronavírus, que pode causar desde resfriados comuns até SARS e MERS Center for Desease Control and Prevention Os Estados Unidos confirmaram a primeira infecção por coronavírus, de acordo com informações dos Centros de Controle e Prevanção de Doenças (CDC, sigla em inglês). Quase 300 pessoas apresentaram o vírus na China, com seis mortes devido à doença. Japão, Tailândia, Taiwan e Coreia do Sul também foram afetados. Coronavírus na China: após casos triplicarem, o que se sabe sobre a misteriosa doença Novo vírus que causa doença pulmonar misteriosa gera temor na China De acordo com a imprensa americana, um viajante da China foi diagnosticado em Seattle, cidade dos EUA. A identidade está sendo preservada pelas autoridades de saúde do país. O coronavírus causa um tipo de pneumonia que é transmitida de pessoa para pessoa. China confirma sexta morte por coronavírus; EUA registram primeiro caso A origem do vírus ainda não foi identificada, mas a fonte primária é provavelmente um animal, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). As autoridades chinesas vincularam o surto a um mercado de frutos do mar na cidade chinesa de Wuhan, onde os primeiros casos foram registrados. Surto na China A cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, confirmou 258 infecções pelo vírus e seis mortes, disse o prefeito Zhou Xianwang. As autoridades de saúde da China informaram que outros 14 casos foram registrados na província de Guangdong, no sul. Mais cinco infecções ocorreram em Pequim e outras duas em Xangai. "As informações sobre infecções relatadas recentemente sugerem que agora pode haver transmissão humano a humano", disse o diretor regional da OMS para o Pacífico Ocidental, Takeshi Kasai. Os novos casos trouxeram de volta os registros da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), outro tipo de coronavírus que surgiu na China nos anos de 2002 e 2003, resultando na morte de quase 800 pessoas em uma pandemia global. Dois casos já foram identificados na Tailândia, um no Japão e um na Coreia do Sul, enquanto as Filipinas também relataram nesta terça-feira um primeiro caso suspeito. Taiwan, ilha autogovernada que a China reivindica como sua, também confirmou uma infecção pelo vírus, uma mulher que retornou de trabalho em Wuhan.
Os planetas do Sistema Solar são divididos em dois tipos: terrestres e gasosos. Até agora, pensava-se que Júpiter era responsável pela existência dessa barreira, mas um novo estudo mostra que sua origem é outra. Além disso, ele revela que a fronteira não é intransponível, o que ajuda a explicar a origem da vida na Terra. Júpiter, Saturno, Urano e Netuno são gasosos, congelados e ricos em materiais carbônicos. Getty Images via BBC Assim como, na Terra, barreiras como cadeias de montanhas separam territórios, o Sistema Solar também possui uma divisa que demarca duas áreas muito distintas. Essa separação está localizada entre Marte e Júpiter. Em um estudo recente, alguns cientistas se referiram a essa fronteira como a "Grande Barreira". A fronteira marca o que poderia ser comparado com dois continentes diferentes. De um lado, está o continente dos chamados planetas terrestres (aqueles de formação sólida): Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. Esses planetas, os mais próximos do Sol, são quentes, rochosos e cheios de metal. Do outro lado da fronteira fica o continente dos planetas jovianos (ou gasosos): Júpiter e, ao lado dele, Saturno, Urano e Netuno. Diferentemente dos terrestres, esses são gasosos, congelados e ricos em materiais carbônicos. A composição química do grupo de planetas de ambos os lados da fronteira é muito diferente. É como se de um lado fosse uma floresta e, do outro, um deserto. "Essa é uma diferença profunda", diz Stephen Mojzsis, professor de ciências biológicas da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, e autor de uma pesquisa que mudou nossa compreensão sobre a Grande Barreira. O que é Grande Barreira? Entre Marte e Júpiter há uma região conhecida como "cinturão de asteroides". Estima-se que essa faixa possa ter milhões de asteroides, mas, além disso, ao atingir a órbita de Júpiter, existe uma região de espaço vazio: é ali que fica a Grande Barreira. Por vários anos, pensou-se que Júpiter era responsável pela existência da lacuna Divulgação/Alejandro Diaz Mas como foi criada essa faixa que divide o Sistema Solar em duas regiões tão diferentes? E o que acontece naquela área de "parede", que impedia os materiais que formavam os planetas de passarem de um lado para outro? Por muitos anos, pensou-se que a formação de Júpiter fosse responsável pela existência da barreira. O planeta é tão gigantesco que talvez tenha agido como um ímã gravitacional que impedia a passagem de outros materiais. É como se ele fosse um guardião que diminuísse a passagem de corpos sólidos de um lado da fronteira para o outro durante a formação dos planetas. Isso explicaria as diferenças na composição dos planetas em cada um dos grupos. O estudo de Mojzsis, no entanto, revela que Júpiter não é o responsável por essa fronteira. Usando simulações de computadores, Mojzsis e sua equipe calcularam que, embora Júpiter seja enorme, durante sua fase de formação, ele não era grande o suficiente para bloquear o fluxo de corpos rochosos. Por meio de pesquisas do telescópio Alma, no Chile, Mojzsis observou que muitas estrelas distantes estão cercadas por discos de gás e poeira. Observatório Alma, no Deserto do Atacama, no Chile. Alma Assim, o cientista concluiu que, se um anel semelhante existisse bilhões de anos atrás em nosso Sistema Solar, ele poderia ser responsável pelo surgimento da Grande Barreira. Segundo a pesquisa de Mojzsis, esse anel criou um sistema de alta e baixa pressão que separava os materiais que formariam os planetas. Uma barreira porosa Mas a fronteira não é intransponível, e isso tem implicações importantes para a vida na Terra. Apesar da diferença nas pressões, alguns materiais conseguiram passar de um lado da barreira para o outro — e esses "invasores" desempenharam um papel fundamental na formação química do nosso planeta. Entre os "fugitivos" que conseguiram atravessar a fronteira estavam materiais ricos em carbono, que, por sua vez, ajudaram na formação da água e na evolução que tornou possível a vida na Terra. VÍDEOS SOBRE ASTRONOMIA Nasa descobre planeta com tamanho da Terra em zona 'habitável' Cientistas anunciam descoberta de água na atmosfera de um planeta fora do sistema solar
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