Ciência e Saúde
País confirmou 101.936 mortes e contabiliza 3.062.374 infectados pela Covid-19. Brasil tem 101.936 mortes por Covid, aponta consórcio de veículos de imprensa O Brasil tem 101.936 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta segunda-feira (11), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Desde o balanço das 20h de segunda-feira (10), 4 estados atualizaram seus dados: GO, PI, PR e RR. Veja os números consolidados: 101.936 mortes confirmadas 3.062.374 casos confirmadas Na segunda-feira (10), às 20h, o balanço indicou: 101.857 mortes, 721 em 24 horas. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.022 óbitos, uma variação de +2% em relação aos dados registrados em 14 dias. Em casos confirmados, eram 3.056.312 brasileiros com o novo coronavírus desde o começo da pandemia, 20.730 desses confirmados no último dia. A média móvel de casos foi de 43.521 por dia, uma variação de -4% em relação aos casos registrados em 14 dias. MÉDIA MÓVEL: Veja como estão os casos e mortes no seu estado Progressão até 10 de agosto No total, 8 estados apresentaram alta de mortes: RS, SC, MG, SP, MS, AM, TO e BA. Em relação a domingo (9), SP, MS, TO e BA estavam com a média de mortes em estabilidade e, agora, estão subindo. Subindo: RS, SC, MG, SP, MS, AM, TO e BA. Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente: ES, DF, GO, MT, AP, PE, PI e RN. Em queda: RJ, AC, PA, RO, RR, AL, CE, MA, PB e SE. O estado do Paraná não divulgou os dados até as 20h. Considerando os dados até 20h de domingo (9), estava em estabilidade (-2%). Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estados com a média de mortes subindo Arte G1 Estados com a média de mortes em estabilidade Arte G1 Estados com a média de mortes caindo Arte G1 Sul PR: O Paraná não divulgou os dados até as 20h. Considerando os dados até 20h de domingo (9), estava em estabilidade (-2%). RS: +22% SC: +55% Sudeste ES: -10% MG: +46% RJ: -32% SP: +19% Centro-Oeste DF: -6% GO: +10% MS: +28% MT: +3% Norte AC: --26% AM: +43% AP: +8% PA: -41% RO: -50% RR: -23% TO: +20% Nordeste AL: -18% BA: +16% CE: -25% MA: -35% PB: -18% PE: -9% PI: -4% RN: -11% SE: -29% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste o Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Initial plugin text
Fica cada vez mais claro que a longevidade é o resultado de uma soma de decisões acertadas ao longo da vida No começo de 2020, a organização Longevity Leaders, que é baseada em Londres e acompanha as principais tendências relacionadas ao envelhecimento, apostou suas fichas que a longevidade seria alçada a um dos temas mais importantes do ano. A pandemia do novo coronavírus não estava entre as previsões, mas certamente colocou os idosos no centro do debate. Na semana passada, a entidade divulgou uma atualização das suas projeções, resultado das muitas discussões que marcaram o encontro virtual da entidade, ocorrido em maio. O documento, recém-saído do forno, se debruça sobre as ações que podem ter impacto positivo na expectativa de vida da população, abrangendo: ciência; tecnologia e negócios; prevenção e bem-estar; e o desafio de garantir segurança financeira para os anos que ganhamos com o bônus da longevidade. Longevidade: foco deve ser na medicina preventiva, para evitar as comorbidades que comprometem a qualidade de vida Mariza Tavares Como o levantamento é extenso, decidi pinçar alguns tópicos que me chamaram a atenção, todos relacionados à questão da prevenção. Fica cada vez mais claro que a longevidade é o resultado de uma soma de decisões acertadas ao longo da vida. Jens Eckstein, sócio da Apollo Ventures, empresa de investimento em biotecnologia voltada para prevenir ou reverter doenças associadas ao envelhecimento, afirma que um dos obstáculos é redefinir o que consideramos uma velhice saudável. “A mudança de paradigma que defendemos é que não podemos esperar que os sintomas surjam para tratar as enfermidades. Na verdade, é preciso focar na medicina preventiva e pré-sintomática, entender os fatores de risco para o desenvolvimento de certas doenças associadas ao envelhecimento e começar a achatar essa curva para que as enfermidades não se manifestem. Há um enorme montante de dinheiro que vai para as pesquisas sobre o câncer, mas, mesmo que conseguíssemos alcançar uma cura integral para o câncer, a humanidade ganharia, em média, mais dois ou três anos de expectativa de vida. Isso poque os idosos enfrentam polimorbidades, ou seja, não temos apenas uma doença quando envelhecemos, e sim diversos problemas. O desafio é mudar a forma de pensar o que é doença e o que deve ser tratado”, afirmou. Eric Verdin, CEO do Buck Institute for Research on Ageing, que mantém uma parceria com a Clínica Mayo para pesquisas na área do envelhecimento, propõe que o foco seja menos nos medicamentos que estão sendo pesquisados e mais na consolidação de informações que possam nos beneficiar imediatamente: “acho ótimo que tantos cientistas estejam desenvolvendo drogas para controlar o envelhecimento, mas vai demorar anos até que tenhamos produtos de eficácia comprovada. Nosso foco deveria estar no que temos hoje para aumentar a longevidade trabalhando em áreas como nutrição, exercício, sono e estresse. Infelizmente, o conhecimento de que dispomos nesses campos ainda está fragmentado e precisamos consolidar os dados. Por exemplo, qual é realmente o volume de exercício que impacta positivamente a expectativa de vida: serão 10 mil passos mesmo? Precisamos saber disso em nível molecular para ter como atuar. A intervenção tem que ser no organismo como um todo, porque os efeitos do envelhecimento também afetam os órgãos em seu conjunto”. Quando se fala de prevenção, obrigatoriamente a questão do convívio social vem à tona como um dado da maior relevância, como mostram Helen Lamprell, diretora de assuntos externos da Vodafone, e Catherine McClen, fundadora da empresa britânica BuddyHub, cujo objetivo é conectar pessoas e combater a solidão. “A convivência entre diferentes gerações tem um papel importante e países como a Itália, nos quais esse convívio é intenso, têm lições a nos dar”, diz Helen. Para Catherine, a prevenção da solidão deveria estar na agenda das políticas de saúde pública: “como poderemos parar de criar um número cada vez maior de solitários? A urbanização veio quebrando os elos comunitários e teremos que repensar o papel da tecnologia nessas mudanças. Os mais jovens se tornaram tão dependentes do mundo virtual que não estão desenvolvendo as habilidades sociais necessárias para o contato cara a cara”. Em todas as análises e projeções, dois outros elementos em comum: a necessidade de repensar o setor de cuidados de idosos, o que inclui de moradias com serviços à valorização da atividade dos cuidadores; e viabilizar mecanismos para garantir a segurança financeira dos idosos. Resumo da ópera: não há soluções fáceis pela frente.
Comunidade internacional coloca vacina sob suspeita. Em página da OMS, vacina russa consta na fase 1 de testes, sem completar a segunda e a terceira etapa. Próxima etapa de testes deve ocorrer no Brasil, além de outros países, segundo site russo. Rússia diz ter aprovado vacina contra a Covid-19 O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou nesta terça-feira (11) que a Rússia é o primeiro país do mundo a registrar uma vacina contra o novo coronavírus. Apesar do anúncio, sabe-se pouco sobre a eficácia dessa vacina, e ela vem sendo questionada por especialistas internacionais. A Rússia também anunciou que o Brasil deve participar da próxima fase dos testes da imunização, prevista para começar na quarta-feira (12). (Veja detalhes mais abaixo nesta reportagem). "Esta manhã uma vacina contra o novo coronavírus foi registrada pela primeira vez no mundo", disse o chefe do Kremlin em reunião com o Gabinete de Ministros. Segundo a atualização mais recente da Organização Mundial de Saúde (OMS), do dia 31 de julho, sobre as vacinas para Covid-19 em desenvolvimento no mundo, a vacina russa ainda estava na fase 1 do processo. Para desenvolver uma imunização, são necessárias 3 etapas. Nesta terça (11), a OMS comentou o anúncio da vacina russa. A entidade declarou que a Rússia "não precisa de sua aprovação" para registrar a vacina, e que precisará ter acesso aos dados da pesquisa para avaliar a eficácia e segurança da imunizaçã para aprová-la. Ao todo, 165 vacinas contra a Covid-19 estão sendo pesquisadas em todo o mundo, segundo os dados da organização no dia 31 de julho. Cinco dessas imunizações estão na fase final de testes em humanos (a fase 3). PESQUISA: saiba mais sobre as candidatas a vacina VACINAS TESTADAS NO BRASIL: entenda pesquisas A imunização russa se chamará Sputnik V, em alusão à corrida espacial da Guerra Fria entre União Soviética e Estados Unidos. O Sputnik I foi o primeiro satélite a orbitar a Terra, lançado pelos soviéticos em 1957. ‘Vacina absolutamente experimental’, diz especialista sobre vacina anunciada pela Rússia Parceria com o Brasil Segundo o site da nova vacina, o Brasil irá participar da fase 3 dos estudos clínicos, que tem previsão para começar na quarta-feira (12). Serão 2 mil participantes; além dos brasileiros, deve haver voluntários da própria Rússia, dos Emirados Árabes, da Arábia Saudita e do México. A produção em massa da vacina em território russo tem previsão para começar em setembro. No dia 24 de julho, o governo do Paraná anunciou que estudava uma parceria com a Rússia para produzir a vacina. Segundo o anúncio, o embaixador russo no Brasil, Sergey Akopov, se reuniu com o chefe da Casa Civil paranaense, Guto Silva, em Brasília. “Tivemos a aprovação do embaixador e agora os protocolos do acordo serão preparados pelas equipes do Paraná e da Rússia. Em seguida será agendada uma reunião dele com o governador Carlos Massa Ratinho Junior para a finalização dessa parceria, que pode incluir, ainda, a produção de medicamentos para a doença”, informou Guto Silva. O que se sabe sobre a vacina russa? Rússia registra 1ª vacina contra a Covid-19: 5 pontos para entender A imunização foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Investigação de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya junto ao Ministério da Defesa. Os testes com a vacina começaram em 18 de junho, quando o primeiro grupo, de 18 voluntários, recebeu a imunização em sua forma liofilizada (a liofilização é uma espécie de "desidratação da vacina", que estabiliza a molécula). Cinco dias depois, no dia 23, mais 20 pessoas receberam a dose, também deste tipo. Em julho, a Rússia anunciou que a vacina induziu produção de anticorpos na primeira fase de testes. No mesmo mês, a Universidade Sechenov, em Moscou, informou que outra versão da mesma vacina, em forma líquida, estava sendo testada em outros 38 voluntários em um hospital militar da capital russa. Felix Ershov, membro da Academia Russa de Ciências, afirmou que a vacina é segura e eficaz. "A segurança da vacina é garantida, pois utiliza um vírus do resfriado inofensivo para o homem e não contém o coronavírus propriamente dito, estando presente apenas uma parte de seu código genético, afastando assim a possibilidade de infecção", declarou. "Mas está garantida a produção dos anticorpos necessários à proteção do organismo, o que é demonstrado não só nos resultados dos testes, mas também na utilização de outras vacinas deste tipo", acrescentou Ershov. "Esta vacina não é integral como acontecia com as vacinas anteriores (vírus vivo ou inativado). Ela foi projetada com biotecnologia avançada", completou. O vice-diretor de Anestesiologia e Reanimação do Hospital nº 52 de Moscou, Sergey Tsarenko, comparou o mecanismo de funcionamento da vacina ao lançamento de uma nave espacial. "Uma estação orbital, um filamento do coronavírus, é ligada ao adenovírus, inofensivo para os humanos, [que funciona] como um veículo de lançamento, e também pode ser lançado dentro do corpo humano", disse. "Depois disso, a imunidade é desenvolvida tanto para o 'veículo lançador' quanto para a 'estação orbital'. Em seguida, três semanas depois, a mesma 'estação orbital' é lançada em outro 'veículo de lançamento', isto é, um adenovírus diferente", explicou Tsarenko. O que se sabe sobre a vacina que a Rússia registrou contra o coronavírus e por que desperta dúvidas "Várias outras vacinas vetoriais estão sendo criadas em todo o mundo, mas até agora ninguém considerou a possibilidade de usar dois 'veículos de lançamento' para atingir esse objetivo. Além disso, os primeiros testadores foram funcionários do Instituto Gamaleya", acrescentou. "Em seguida, a vacina foi testada em outros voluntários. Não houve uma única complicação e todos os participantes exibiram uma poderosa resposta imunológica", disse Tsarenko. Sem estudos publicados A Rússia não publicou, entretanto, nenhum estudo ou dado científico sobre os testes que realizou. Segundo Putin, no entanto, a vacina russa é "eficaz", passou em todos os testes necessários e permite obter uma "imunidade estável" contra a Covid-19. As agências internacionais informam ainda que o presidente russo afirmou que uma de suas filhas já tomou a vacina. Suas filhas são Maria, de 35 anos, e Ekaterina, 34, mas não há informação sobre qual delas tomou a vacina. OMS reforçou importância das 3 fases Na segunda-feira (10), a OMS alertou que, apesar de haver várias vacinas na fase final de testes, a eficácia delas ainda precisa ser demonstrada, e que, provavelmente, não haverá uma "solução imediata". "Várias vacinas se encontram agora em ensaios clínicos de fase três, e todos esperamos ter várias eficazes que possam ajudar a prevenir a infecção nas pessoas. No entanto, não há uma solução imediata neste momento e pode ser que nunca haja", disse o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Vacinação na Rússia Segundo indicou o Ministério da Saúde, após o registro e a produção, a vacinação deve começar em outubro de forma gratuita. Inicialmente, de acordo com as autoridades sanitárias, serão vacinados grupos especiais da população: médicos, professores e aqueles que estão constantemente em contato com grandes grupos de pessoas. Nesta segunda-feira (10), em entrevista à Itar-Tass, o ministro da Indústria e Comércio, Denis Manturov, indicou que no próximo mês três empresas russas vão começar a produção comercial.
Apesar de Brasil ultrapassar marca de 100 mil mortos, Ministério da Saúde vem dando destaque a número de recuperados. Imagem criada pela Nexu Science Communication em conjunto com o Trinity College, em Dublin, mostra um modelo estruturalmente representativo de um betacoronavírus, que é o tipo de vírus vinculado ao COVID-19, mais conhecido como coronavírus vinculado ao surto atual. NEXU Science Communication/via REUTERS Pouco menos de cinco meses após registrar a primeira morte, em março, o Brasil ultrapassou a marca de 100 mil mortos por Covid-19 no sábado (8). Nesse período, segundo dados do Ministério da Saúde, foram cerca de 3 milhões de infectados e quase 2,2 milhões de recuperados. Em meio à crescente politização sobre a doença causada pelo novo coronavírus, integrantes do governo Bolsonaro e apoiadores do presidente reforçam o último número como sinônimo de que o Brasil está conseguindo controlar a pandemia e de que a imprensa vem fazendo uma "cobertura maciça de fatos negativos", como chegou a dizer o ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, em maio. País tem uma das piores taxas de mortes por milhão, e situação está piorando Desde aquele mês, o Ministério da Saúde tem dado destaque ao número de recuperados. Naquela ocasião, chegou inclusive a postar diariamente o que chamou de Placar da Vida, com dados atualizados de "brasileiros salvos". No entanto, especialistas descrevem essa estratégia como "negacionismo". Na avaliação deles, destacar somente aspectos positivos em meio ao crescimento de casos e mortes no Brasil é uma forma de transmitir a falsa ideia de que as coisas estão melhorando. Dados sobre a evolução da pandemia no Brasil mostram que a curva de infectados e mortos atingiu um platô alto e vem se comportando de forma bastante distinta da de outros países, principalmente europeus. Eles explicam que como o coronavírus é um vírus que normalmente mata menos de 5% das pessoas que foram infectadas e tiveram sintomas, é esperado que "mais de 95% vão se recuperar". "Enfatizar os números de recuperados não muda nada neste momento. É preciso ser realista. Não é correto tentar minimizar a gravidade da doença", disse Marcos Boulos, professor da faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, à BBC News Brasil em entrevista recente. "O ranking dos países pelo número de casos é praticamente o mesmo do que o ranking pelo número de recuperados. Por quê? Porque é natural que o país que tenha o maior número de casos tenha o maior número de recuperados. Faz parte da dinâmica da doença", acrescenta Domingos Alves, responsável pelo Laboratório de Inteligência em Saúde (LIS) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto. Pesquisa revela que um em cada cinco adultos de São Paulo já teve Covid-19 Proporção mortos x recuperados Além disso, os próprios números sobre os recuperados contam uma outra história. O Brasil, por exemplo, contabiliza até agora, 100 mil mortes para 2,2 milhões de recuperados. Isso significa uma pessoa morta para 22 que se recuperaram da doença. Essa proporção é muito inferior à de outros países que conseguiram controlar a pandemia como a Coreia do Sul, referência quando se trata de testagem em massa. Ali, foram 305 mortos para 13,7 mil recuperados. Ou seja, uma pessoa morreu para 45 que se recuperaram da doença. De fato, o Brasil testa pouco e enfrenta uma crise de subnotificação. Mas se, de um lado, as estatísticas oficiais distorcem a realidade, subestimando o número verdadeiro de recuperados, por outro, também pode jogar para baixo a cifra real de mortos. Segundo Alves, há uma subnotificação aproximada de 40% no total de óbitos. Isso significa que, em vez dos 100 mil mortos contabilizados oficialmente, o Brasil já estaria com 166 mil mortos. Essa subnotificação de óbitos, segundo Alves, deve-se a uma combinação de fatores, incluindo excesso de pedidos de exames, que fazem com que o resultado dos testes atrasem. Como resultado, os médicos acabam fazendo declarações de óbitos sem diagnóstico específico. Mas, mesmo comparado com países que não fazem testagem em massa, o Brasil também fica para trás. Esse é o caso da Argentina, por exemplo. Até agora, foram 4,6 mil mortos para 170 mil recuperados. Isso equivale a um morto para 37 recuperados. No Chile, um dos países com uma das maiores taxas de mortalidade por 100 mil habitantes, a proporção é de um morto para 34 recuperados, a mesma do Peru. "O fato de o Brasil ser o segundo no mundo em número de recuperados não significa que estamos tendo êxito em controlar a pandemia. Só significa que tivemos muitos mais casos", explica Alves. "Frente ao número de recuperados, o número de mortos do Brasil é muito grande, e isso mostra que o governo não tem sido bem-sucedido", conclui. Initial plugin text
CoronaVac, do laboratório Sinovac, tem parceria com o Instituto Butantan para testes e produção no Brasil. Vacina chinesa CoronaVac, em fase de testes no Hospital de Clínicas da Unicamp Marília Rastelli/EPTV A vacina chinesa CoronaVac para a Covid-19, que conta com a parceria do Instituto Butantan, em São Paulo, mostrou segurança e boa resposta imune em 600 voluntários durante a fase 2 de testes (leia abaixo as fases de produção). O estudo foi publicado nesta segunda-feira (10) como uma pré-impressão, ainda sem divulgação em revistas científicas e sem revisão por outros cientistas. Teste da vacina contra a Covid-19 começa a ser aplicado no HC de Curitiba Voluntários de São Caetano começam a receber doses da vacina chinesa contra o coronavírus Governo de SP define 12 centros de aplicação dos testes da vacina contra o coronavírus Os participantes eram adultos saudáveis de 18 a 59 anos e foram escolhidos aleatoriamente para receber duas doses da vacina experimental: dupla aplicação de 3 microgramas cada, ou outra de 5 microgramas. Uma parte do grupo também recebeu o placebo. Os pacientes não sabiam que tipo de vacina estavam recebendo. De acordo com os pesquisadores chineses, a CoronaVac não apresentou "nenhuma preocupação com relação à segurança". A maioria das reações foram leves, sendo que a mais comum foi a dor no local da injeção. Nenhuma reação adversa mais grave foi relatada durante a fase 2, que ocorreu apenas com voluntários chineses. "A segurança e a resposta imune favoráveis da CoronaVac foram demonstradas em ambos os esquemas e dosagens, o que nos apoia na condução do ensaio de fase 3", disseram os autores. A terceira fase de testes no Brasil começou no final de julho no Hospital das Clínicas (SP). Ao todo, 9 mil profissionais da saúde devem participar dos testes nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Brasília. Em São Paulo, serão testados 890 profissionais de saúde. Os voluntários serão acompanhados por uma equipe científica durante três meses. Após a aplicação da primeira dose, os voluntários receberão uma segunda dose da vacina 14 dias depois. Diretor do Butantan afirma que vacina chinesa vai imunizar brasileiros Disponível em janeiro O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), declarou que a vacina chinesa pode estar disponível para a população em janeiro do ano que vem. A afirmação foi feita na segunda-feira, 27 de julho. Questionado sobre a declaração, Doria disse que, com o avanço dos testes, "poderemos iniciar a produção da vacina em dezembro e imediatamente na sequência iniciar a vacinação", caso não haja nenhuma intercorrência no processo. Como funcionam as duas vacinas contra Covid-19 que serão testadas em brasileiros Mundo tem 166 candidatas a vacina contra a Covid em desenvolvimento; 24 são testadas em humanos Toda vacina precisa passar por etapas importantes de estudo até ser aprovada para uso. Após a fase pré-clinica, com testes em animais, há 3 fases de testes em humanos. Os testes precisam comprovar que a vacina é segura, que produz anticorpos e que é capaz de proteger contra o vírus. O Instituto Butantan, de São Paulo, tem um acordo de cooperação com o laboratório chinês Sinovac, que produz a vacina, e é um dos 12 centros que vão coordenar os testes da imunização no Brasil. "A quantidade necessária para iniciar a imunização da população brasileira, pode ser aplicada já no início de janeiro com o SUS, com aplicação gratuita em toda população. A melhor notícia que poderíamos ter é a vacina", disse o governador de SP. Dimas Covas: ‘Brasil pode ser o primeiro país a usar uma vacina graças a nossos esforços’ Em 21 de julho, quando a primeira voluntária participou dos testes da vacina chinesa, Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, já havia dito que, se os testes forem bem-sucedidos, a previsão é a de que até o final do ano o estudo clínico e a fase de registro da vacina na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sejam concluídos. "Essa expectativa é baseada no cronograma previsto do estudo clínico e da fase de registro na Anvisa. Então, dentro dessa previsão esperamos que até o final desse ano tenhamos esse registro e a partir daí essa vacina seja oferecida ao Brasil em primeiro lugar, ao SUS do Brasil, porque é um programa nacional de imunização e também a outros países", disse Dimas na ocasião. Etapas para a produção de uma vacina Para se produzir uma vacina, leva tempo. A mais rápida desenvolvida até o momento foi a vacina contra a caxumba, que precisou de cerca de quatro anos até ser licenciada e distribuída para a população. Antes de começar os testes em voluntários, a imunização passa por diversas fases de experimentação pré-clinica (em laboratório e com cobaias). Só após ser avaliada sua segurança e eficácia é que começam os testes em humanos, a chamada fase clínica – que são três: Fase 1: é uma avaliação preliminar da segurança do imunizante, ela é feita com um número reduzido de voluntários adultos saudáveis que são monitorados de perto. É neste momento que se entende qual é o tipo de resposta que o imunizante produz no corpo. Ela é aplicada em dezenas de participantes do experimento. Fase 2: na segunda fase, o estudo clínico é ampliado e conta com centenas de voluntários. A vacina é administrada a pessoas com características (como idade e saúde física) semelhantes àquelas para as quais a nova vacina é destinada. Nessa fase é avaliada a segurança da vacina, imunogenicidade (ou a capacidade da proteção), a dosagem e como deve ser administrada. Fase 3: ensaio em larga escala (com milhares de indivíduos) que precisa fornecer uma avaliação definitiva da sua eficácia e segurança em maiores populações. Além disso, feita para prever eventos adversos e garantir a durabilidade da proteção. Apenas depois desta fase é que se pode fazer um registro sanitário. Segundo a Anvisa para se fazer um ensaio clínico no Brasil, é preciso da aprovação do Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), órgão vinculado ao Ministério da Saúde. Os voluntários são recrutados pelos centros de pesquisa. Initial plugin text
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