Ciência e Saúde
Agência diz que venda de caixas do produto subiu de 7,8 milhões em 2019 para 56,8 milhões no ano passado. CPI apura se agentes públicos e privados lucraram ao divulgar 'kit Covid'. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) infirmou à CPI da Covid no Senado que, em 2020, a comercialização de ivermectina – um antiparasitário comprovadamente ineficaz contra o coronavírus – cresceu 628% em 2020 na comparação com o ano anterior. O documento é assinado pelo secretário-executivo substituto da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos da Anvisa, Fernando de Moraes Rego. A informação foi dada em resposta a um pedido do senador Humberto Costa (PT-PE), que pediu dados sobre a venda, nos últimos cinco anos, de medicamentos que passaram a ser alardeados, sem respaldo científico, como tratamento da Covid. De acordo com a Anvisa, em 2019 foram vendidas 7.853.050 embalagens de ivermectina. Naquele momento, antes da pandemia, o medicamento era usado normalmente para combater infestações de parasitas como piolho, sarna e filariose. No ano passado, já no contexto da pandemia, o número saltou para 56.831.926 embalagens – 623,8% a mais. A ineficácia da ivermectina para tratar a Covid já foi declarada até por fabricantes da droga. O documento enviado à CPI pela Anvisa aponta, ainda, a alta na comercialização de outro insumo sem eficácia para tratar a Covid. As vendas de cloroquina subiram 47% entre 2019 e 2020, passando de 1.553;878 para 2.296.693 embalagens. Pesquisa realizada pela Associação Médica Brasileira aponta que a maioria dos médicos brasileiros reconhece a ineficácia da cloroquina e da ivermectina no enfrentamento à Covid. A entidade recomendou que o uso de medicamentos sem eficácia, como esses, seja banido. Os profissionais alertam que o uso de medicamentos do chamado "kit Covid" tem provocado, inclusive, outras doenças graves – veja na reportagem abaixo: Pacientes que usam remédios sem eficácia contra Covid estão desenvolvendo outras doenças CPI apura favorecimento A CPI da Covid no Senado investiga se agentes públicos se aliaram a agentes privados para lucrar com a pandemia a partir da disseminação de medicamentos sem eficácia. De acordo com o vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), os trabalhos entram agora em uma "terceira e decisiva fase", voltada para a coleta de provas e depoimentos ligados a essa suspeita. Na última segunda (21), veio à tona um documento enviado à CPI pela empresa Vitamedic, uma das fabricantes nacionais da ivermectina. A firma disse à comissão que, considerando apenas as caixas com quatro comprimidos, as vendas do insumo aumentaram 2.489% entre 2019 e 2020. Os dados enviados pela Anvisa à CPI confirmam informações que já haviam sido obtidas pela GloboNews, em maio, junto ao CFF (Conselho Federal de Farmácia) e ao Datatox - que reúne dados de 32 Centros de Informação de Assistência Toxicológica no Brasil. Esse levantamento também incluiu estatísticas de medicamentos como a hidroxicloroquina, a azitromicina e a flutamida. Veja detalhes no vídeo abaixo: Kit Covid: vendas de Ivermectina aumentam 857% em um ano VÍDEOS: CPI da Covid
Tem dúvidas sobre qual das vacinas aplicadas no Brasil é a 'melhor'? G1 conversou com 6 especialistas que foram unânimes: não é hora de escolher vacina. Vacina e Covid-19: Devo escolher a vacina ou esperar chegar aquela que eu quero? Chegou a hora: é o seu dia de ir ao posto tomar a vacina contra a Covid-19, mas você tem dúvidas sobre qual delas é a melhor. Afinal, naquele grupo no celular, as pessoas te disseram para tomar essa, aquela, ou talvez aquela outra. E agora, José? Não tema. O G1 ouviu 6 especialistas e eles foram unânimes: você não deve escolher agora qual vacina tomar. Há pouquíssimas exceções a essa regra (pessoas que não podem tomar uma vacina específica por um motivo específico, como um problema de saúde). Em resumo, é muito melhor tomar qualquer vacina disponível do que ficar vulnerável à Covid-19. E, ao se vacinar, você ajuda a aumentar a cobertura vacinal, que é o mais importante neste momento. RIO: Paes faz alerta a quem quer escolher vacina: 'Vamos parar com essa conversa' Abaixo, veja 5 razões que mostram por que você não deve escolher vacina: Por que não devo escolher minha vacina? É urgente criar imunidade individual contra a Covid É preciso acelerar e aumentar a cobertura da população Não há vacinas suficientes para o 'sommelier' É prioridade evitar a circulação do vírus e novas variantes Salvar vidas é também uma responsabilidade coletiva Além dos cinco pontos acima, no fim da reportagem veja ainda duas perguntas "bônus" sobre viagens e reações após a aplicação do imunizante. 1) É urgente ter imunidade individual contra a Covid Todas as 3 vacinas aplicadas no Brasil contra a Covid-19 são capazes de proteger de casos graves e de morte pela doença. Isso já foi demonstrado tanto em ensaios clínicos (quando os cientistas medem a eficácia de uma vacina) quanto na "vida real" (quando a efetividade da vacina é constatada). Sim, é verdade que as vacinas têm eficácias diferentes (em estudos que foram conduzidos de forma distintas e nem sempre são comparáveis). Mas a prioridade, neste momento, não é dar a vacina de maior eficácia a todos ou escolher a própria vacina, defende a epidemiologista Carla Domingues, que coordenou o Programa Nacional de Imunizações (PNI) de 2011 a 2019. "As pessoas têm que entender que é exatamente isso: as vacinas, todas elas, têm eficácias diferentes no nível individual. Quando a gente olha o nível coletivo, todas elas têm uma elevada eficácia para diminuição de gravidade, internação e óbito. Que é o nosso objetivo agora", lembra Domingues. Veja, abaixo, exemplos que ilustram como a vacinação é um pacto coletivo: CoronaVac Nos ensaios clínicos finais, a CoronaVac teve uma eficácia de 62,3% contra casos sintomáticos de Covid-19, quando aplicada com mais de 21 dias entre uma dose e outra. Ela também evitou 83,7% dos casos que precisaram de atendimento médico, mesmo dos mais simples, e preveniu que houvesse internações ou mortes por casos moderados ou graves de Covid-19. Na "vida real", a vacinação no Chile mostrou que a Coronavac teve 80% de efetividade contra mortes por Covid e de 89% contra casos graves. A vacina também evitou casos e mortes no Uruguai. Que vacina é essa? Coronavac No Brasil, o estudo em Serrana (SP) mostrou uma queda de 80% nos casos sintomáticos da doença quando cerca de 96% da população recebeu a CoronaVac. As hospitalizações caíram cerca de 86%. AstraZeneca/Oxford Nos ensaios clínicos, a vacina de Oxford/AstraZeneca teve eficácia de 76% contra casos sintomáticos e de 100% contra casos graves. Mais tarde, os cientistas descobriram que, se o intervalo entre as doses fosse ampliado para 3 meses, a vacina tinha uma eficácia ainda maior. Que vacina é essa? Oxford Astrazeneca Ela também é capaz de fornecer uma boa proteção apenas com uma dose, mas é necessário tomar as duas. 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x Na "vida real", a vacina conseguiu reduzir o risco de internação por Covid-19 em até 94% na Escócia. Também há estudos apontando que a vacina pode reduzir a transmissão do vírus, além da doença. Pfizer Nos ensaios clínicos, a vacina da Pfizer teve a maior eficácia: conseguiu 95%. Na "vida real", também teve efetividade similar em alguns estudos, como em um feito em Israel. Também há estudos apontando que ela é capaz de impedir a transmissão da Covid-19, e não só um quadro de doença. Que vacina é essa? Pfizer Biontech Janssen/Johnson A vacina do laboratório Janssen, do grupo Johnson & Johnson, foi aprovada para uso emergencial no Brasil e chegou ao país nesta terça (22). Nos ensaios clínicos, o imunizante, o único de apenas uma dose, teve eficácia de 66% contra casos sintomáticos e 85% contra casos graves de Covid-19. Que vacina é essa? Janssen (Johnson&Johnson) Ainda não há levantamentos de efetividade da vacina na "vida real". Até agora, ela foi aprovada para uso emergencial nos Estados Unidos, no Canadá, no Reino Unido, União Europeia e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), mas só começou a ser aplicada depois de outras vacinas – como a de Oxford/AstraZeneca, da Pfizer e da Moderna. 2) Acelerar e aumentar a cobertura vacinal Os especialistas ouvidos pelo G1 são unânimes em afirmar que o mais importante agora é acelerar a vacinação, além de aumentar a cobertura vacinal. É necessário vacinar a maior quantidade de pessoas no menor tempo possível. Quanto mais tempo se leva para atingir uma alta cobertura vacinal, maior é o tempo que as pessoas não vacinadas passam podendo se infectar – aumentando a chance de novos casos e mortes. "Do ponto de vista da campanha, é mais efetiva a velocidade, e não necessariamente a vacina [aplicada]. É importante as pessoas tomarem as vacinas que tiverem. O que conta é a velocidade. Se conseguir vacinar muitas pessoas de forma rápida, consegue impactar a curva", explica a epidemiologista Ethel Maciel, professora titular da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Veja, por exemplo, no gráfico abaixo, a diferença de velocidade do Brasil e de países como Estados Unidos, Israel Uruguai e Chile para vacinar 10% de suas populações: Gráfico mostra diferença de velocidade para alcançar 10% da população vacinada em Israel, Chile, EUA, Uruguai e Brasil. Reprodução/Our World in Data/Universidade de Oxford "A escala logarítmica [do gráfico acima] mede a velocidade. Quanto antes ela sobe [quanto mais reto o traço à esquerda] significa o quão acelerada foi [a vacinação] no início", explica o cientista de dados Isaac Schrarstzhaupt, coordenador da Rede Análise Covid-19 que analisou os dados para o G1. O gráfico já considera a diferença de população entre os países para mostrar a diferença de velocidade. Um ponto importante sobre a cobertura vacinal é que as vacinas usadas no Brasil têm, no geral, eficácia menor do que as usadas nos Estados Unidos, por exemplo (que aplica Moderna, Pfizer e Johnson). Isso significa que é preciso vacinar uma maior quantidade de pessoas para frear a transmissão do vírus. No estudo em Serrana (SP), os cientistas avaliaram que o controle da pandemia foi feito depois que 75% da população recebeu a segunda dose da CoronaVac. Ou seja: para controlar a pandemia é preciso que muitas pessoas se vacinem. "O que a gente precisa é que as pessoas sejam vacinadas. Se cada grupo que chegar falar 'não, eu vou deixar [a vacina A ou B] pro outro', o outro não vai ser vacinado. Não pode ser uma atitude individual", reforça Carla Domingues. E, se isso não acontecer, é possível que mesmo as vacinas com maior eficácia não sejam capazes de proteger as pessoas de adoecerem, explica a pediatra Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). "O sucesso de um programa de vacinação depende [em primeiro lugar] de cobertura vacinal. E a gente está acostumado com o resultado de outras vacinas – que, na verdade, são resultados de um panorama de alta cobertura vacinal. Mas a gente viu, por exemplo, o sarampo – que tem uma vacina com 98% de eficácia – voltar porque baixou a cobertura", lembra Ballalai. Além de deixar a população vulnerável, quanto maior o tempo que o vírus leva circulando, maior é a chance de que surjam novas variantes (veja detalhes na pergunta 4). 3) Não há vacinas suficientes para o 'sommelier' Nos restaurantes, sommelier é o especialista na carta de vinhos ou de bebidas. No atual momento, o "sommelier de vacina" virou um termo crítico para representar aqueles que escolhem supostamente o que acham ser o melhor. É importante lembrar que o Brasil não tem doses suficientes de nenhuma vacina para imunizar toda a população. Por isso, infelizmente, nem todos poderão ser imunizados com as vacinas que tiveram maior eficácia nos estudos. Após rejeitar ofertas de vacinas da empresa, Bolsonaro pede à Pfizer para antecipar entregas "Não existe uma única vacina que tenha a capacidade de produção de garantir que todos os brasileiros fossem vacinados em curto prazo de tempo com a melhor vacina. É por isso que está se vacinando com vacinas diferentes, porque o que a gente quer é ter o maior número de pessoas vacinadas num curto prazo de tempo", explica Carla Domingues. Segundo a última previsão do Ministério da Saúde, atualizada na quarta-feira (16), o Brasil deve dispor ao todo, em junho, de cerca de 38 milhões de doses de vacina (37.948.181), distribuídas da seguinte forma: Oxford/AstraZeneca: cerca de 20 milhões de doses, sendo 18 milhões da Fiocruz e o restante da Covax Facility. CoronaVac: cerca de 5 milhões de doses do Instituto Butantan. Na quarta-feira (16), o Butantan entregou 1 milhão de doses ao Ministério da Saúde. Pfizer: cerca de 12,8 milhões de doses, sendo 12 milhões direto da Pfizer e o restante da Covax Facility. Além dessas, mais 1,5 milhão de doses da vacina da Johnson – que não estavam previstas no cronograma – chegaram ao Brasil no dia 22, levando o total de junho a cerca de 39,5 milhões de doses. "A gente já está penando para ter vacina. Nós não temos um monte de vacinas disponíveis diferentes para você escolher", diz Ballalai. "Se você vai escolher vacina, provavelmente vai ficar sem vacina. E se você ficar sem vacina, várias pessoas vão ficar sem vacina porque escolheram. E aí a gente não vai resolver essa pandemia nunca", alerta. 4) É prioridade evitar a circulação do vírus e de novas variantes Quanto mais o vírus circula, sendo transmitido de uma pessoa para outra, mais ele faz replicações, e maior é a probabilidade de modificações, ou mutações, no seu material genético. É daí que surgem as novas variantes. Essas variantes do vírus podem ou não ser resistentes às vacinas disponíveis hoje; quanto mais variantes surgem, entretanto, maior é a probabilidade de que uma delas seja resistente a uma ou a várias vacinas. Já há dados que apontam que algumas vacinas não funcionam tão bem contra determinadas variantes – como a da AstraZeneca contra a variante sul-africana (beta/B.1351). Mas, mesmo nesse caso, a vacina evitou casos graves e mortes, lembra o imunologista Jorge Kalil, pesquisador do Instituto do Coração (Incor) da Universidade de São Paulo (USP). "As pessoas não sabem qual é a variante que vai chegar até elas. Nós ainda não temos dados suficientes sobre todas as variantes. O número de novos casos e o número de mortes estão enormes. Tem que tomar o que aparecer; esse momento não é de esperar, é de tomar o que estiver disponível", afirma Kalil. 500 mil mortes: e agora? O cardiologista Marcio Bittencourt, pesquisador do Hospital Universitário da USP, lembra, também, que não sabemos quais são as próximas variantes que vão circular – e como vão agir contra as vacinas de hoje. "Depende da variante que está circulando. A gente não sabe qual é a próxima variante que vai circular daqui a dois meses. Então você não está garantindo uma proteção melhor com nenhuma das vacinas para daqui a 2 ou 3 ou 4 ou 5 meses. Daqui a 6 meses pode ter uma cepa que a Pfizer não funcione e que a CoronaVac funcione. Não tem como saber", pondera. Ballalai reforça: é necessário, urgentemente, diminuir o número casos no país. "Porque senão vai perder essa oportunidade. Vamos criar variantes novas aqui no país: o Brasil é considerado celeiro de variantes. Até a hora em que a gente vai ter uma variante contra a qual a vacina não vai conseguir proteger. Aí, sim, a gente está com um problema sério", alerta. É o mesmo caso, por exemplo, da vacina da gripe, compara Bittencourt: todo ano uma nova vacina é feita de acordo com as cepas que os cientistas calculam que vão circular naquele ano. "Se a gente erra a cepa, a vacina fica ruim", diz o médico. 5) Salvar vidas é também uma responsabilidade coletiva "A vacinação é um ato de responsabilidade social – para eu me proteger e proteger todo mundo à minha volta. Quando eu fico escolhendo vacina, estou pensando só em mim", afirma Carla Domingues. Ao se vacinar, aumentar a cobertura vacinal e reduzir a circulação do vírus, você protege a si mesmo e às pessoas ao seu redor – incluindo aquelas que ainda não podem se vacinar, seja porque ainda não estão contempladas no plano de vacinação, porque são crianças ou porque têm algum problema de saúde que as impede. VIDAS SALVAS: Pesquisa da UFPel e Harvard aponta que vacinação evitou morte de 43 mil idosos por Covid no Brasil "Quanto mais cedo você [se] vacina, mais cedo protege quem mora, trabalha e convive com você. Quanto mais você espera para [se] vacinar, mais deixa exposto não só você mesmo, como todo mundo que convive com você – quer as outras pessoas estejam vacinadas ou não, porque a vacina é para proteger o todo, não uma pessoa", explica Marcio Bittencourt, da USP. "Se você atrasa a sua [vacina], deixa o todo ao seu redor desprotegido ou mais desprotegido. Se uma família inteira atrasa a vacina esperando uma vacina que eles acham que vai ser melhor, eles podem todos pegar Covid antes de a vacina chegar. Não tem vantagem nenhuma", afirma. Quando a circulação do vírus cai, mais pessoas se vacinam e há menos gente suscetível à doença, cai o número de casos e a probabilidade de que alguém desenvolva um caso grave. Assim, cai o número de pessoas internadas e não há a sobrecarga do sistema de Saúde, que foi vista em praticamente todo o país neste ano. E, claro, milhares de mortes são evitadas. 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x "Eu me vacino para proteger meu filho, que não vai ter acesso à vacina agora, meu pai, que mesmo vacinado ainda pode adoecer, porque nos idosos a capacidade de produzir anticorpos é menor. Como é que a gente evita a circulação do vírus? É vacinando o maior número de pessoas no menor prazo de tempo. Por isso, não tem sentido estar escolhendo vacina", reforça Carla Domingues. 'Se eu tomar a vacina X, poderei viajar?' Até agora, não há informação de que pessoas imunizadas com a vacina A, B ou C tenham sido impedidas de viajar ou de entrar em algum país. Há duas semanas, a Espanha reabriu as fronteiras para turistas vacinados com alguma das vacinas aprovadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) ou pela União Europeia. Todas as vacinas usadas no Brasil são aprovadas pela OMS, mas o país ficou de fora da lista por ser de "especial risco epidemiológico". "A partir do momento que a Covax vai aprovando as vacinas, muito provavelmente todos os países aceitarão", opina Ethel Maciel, da Ufes. 'Mas e os efeitos colaterais?' Você já deve ter ouvido falar nos casos de trombose após a aplicação da vacina da AstraZeneca. Esse risco, entretanto, é raríssimo – e bem menor do que o de desenvolver um coágulo após a própria Covid, segundo cientistas de Oxford. VACINA DE OXFORD/ASTRAZENECA: quais os sintomas, as reações e os possíveis efeitos colaterais entre vacinados? Vacina AstraZeneca: quais os efeitos colaterais mais comuns? Alguns países estão substituindo a segunda dose da vacina por outras de RNA mensageiro – como a da Pfizer e a da Moderna. A epidemiologista Ethel Maciel defende que essa possibilidade de combinação deve ser estudada no Brasil. VACINA DA JOHNSON: 12 pontos sobre eficácia, proteção contra variantes, reações e prazo de validade do imunizante "Por exemplo, várias gestantes tomaram a AstraZeneca antes de interromperem [a aplicação]. Essas gestantes poderiam tomar agora a Pfizer como uma segunda dose. Já tem alguns estudos de intercambialidade. Inclusive o próprio Ministério da Saúde já tem dados de pessoas que tomaram errando. Poderia completar o esquema de várias pessoas: pessoas que tiveram reação à AZ na primeira", opina. 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x Tire dúvidas com VÍDEOS sobre as vacinas da Covid:
Informação foi dada a Luís Roberto Barroso, relator de ação sobre medidas de combate à Covid em comunidades. Ministro do STF destacou 'dever moral' de proteger os povos indígenas. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou nesta terça-feira (22) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que 72% dos indígenas já receberam as duas doses da vacina contra a Covid. Queiroga se reuniu nesta terça com o ministro Luís Roberto Barroso, relator de uma ação no Supremo que discute medidas de combate à Covid em comunidades indígenas. Também participaram do encontro os ministros da Defesa, Braga Netto, e da Advocacia Geral da União (AGU), André Mendonça. Durante a reunião, Queiroga afirmou que o governo tem adotado proteção possível às comunidades durante a pandemia. Barroso, por sua vez, disse ser indispensável a atuação dos ministérios da Saúde e da Defesa para a preservação da vida e da saúde das comunidades. "Nós ocupamos o território que era originariamente dos indígenas. Para além das questões humanitárias, temos o dever moral de protegê-los", afirmou Barroso. Também presente ao encontro, o ministro da Defesa afirmou que as dificuldades orçamentárias para as Forças Armadas garantirem a segurança da comunidades estão superadas e que os militares darão apoio à Polícia Federal para execução do plano de isolamento de invasores em terras indígenas. >>> Veja no vídeo abaixo as dificuldades que os profissionais da saúde enfrentam para vacinar indígenas no estado do Amazonas: Profissionais de saúde passam por dificuldades para vacinar indígenas contra a Covid-19 no Amazonas Representantes de comunidades O ministro do STF também se reuniu nesta terça, por videoconferência, com representantes de comunidades indígenas Munduruku e Yanomami. As comunidades narraram grandes dificuldades e riscos para a segurança em razão da presença de invasores em suas áreas e reforçaram a importância do Supremo para a sua proteção. O Supremo já decidiu que o governo deve proteger essas comunidades indígenas.
País contabiliza 504.897 óbitos e 18.056.639 casos, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. Tendência na média de diagnósticos é de alta de +26%, maior marca desde março. Brasil registra 2.080 mortes por Covid em 24 horas e passa de 504 mil No dia em que supera 18 milhões de casos de Covid, o Brasil vê sua média móvel de diagnósticos, em 73.255 por dia, novamente bater sua pior alta desde março (+26% no comparativo com 14 dias atrás). Isso significa que o contágio está aumentando e volta a se aproximar do pior ritmo já visto. Nesta segunda-feira (22), o país anotou 2.080 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 504.897 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.962 --voltando a ficar abaixo de 2 mil após 6 dias. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +14% e indica tendência de estabilidade nos óbitos decorrentes do vírus. Voltamos à faixa estável após 5 dias apontando alta nas mortes. O patamar elevadíssimo em que isso ocorre, no entanto, ainda está longe de permitir grandes comemorações. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta terça. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja a sequência da última semana na média móvel: Evolução da média móvel de óbitos por Covid no Brasil na última semana Editoria de Arte/G1 Quarta (16): 2.007 Quinta (17): 2.005 Sexta (18): 2.039 Sábado (19): 2.073 Domingo (20): 2.063 Segunda (21): 2.059 Terça (22): 1.962 De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Sete estados apresentam tendência de alta nas mortes: PR, SP, MG, RO, RR, RJ, GO. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia, 18.056.639 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 86.833 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 73.255 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +26% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica tendência de alta nos diagnósticos. É a pior alta nesse comparativo desde o dia 13 de março --quando ficou em +31%. Em 27 de março, foi registrada a pior média até aqui: 77.128 casos por dia. Isso significa que o ritmo atual do contágio, em tendência de alta, está se aproximando do patamar visto em seu pior momento. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 22 de junho Total de mortes: 504.897 Registro de mortes em 24 horas: 2.080 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.962 (variação em 14 dias: +14%) Total de casos confirmados: 18.056.639 Registro de casos confirmados em 24 horas: 86.833 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 73.255 por dia (variação em 14 dias: +26%) Initial plugin text Estados Em alta (7 estados): PR, SP, MG, RO, RR, RJ, GO Em estabilidade (12 estados e o DF): TO, PB, PA, BA, AL, PI, MA, SE, RS, SC, DF, MT, AP Em queda (7 estados): AM, MS, PE, RN, ES, AC, CE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Foram aplicadas mais de 90 milhões de doses de vacinas no Brasil. Foram 90.164.447 doses no total desde o começo da vacinação, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa divulgado às 20h desta terça, o que corresponde a 80% das doses distribuídas para os estados. A primeira dose foi aplicada em 65.654.739 pessoas, o que corresponde a 31% da população do país. Já a segunda dose teve aplicação em 24.509.708, ou 11,57% da população. Veja a variação das mortes por estado Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: +113% RS: -4% SC: -7% Sudeste ES: -31% MG: +27% RJ: +21% SP: +32% Centro-Oeste DF: -9% GO: +19% MS: -16% MT: -9% Norte AC: -38% AM: -16% AP: -12% PA: +3% RO: +26% RR: +22% TO: +12% Nordeste AL: +1% BA: +1% CE: -45% MA: -2% PB: +6% PE: -23% PI: -1% RN: -24% SE: -2% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Veja vídeos de novidades sobre vacinas contra a Covid-19:
Curso de bacharelado gratuito em ciência, tecnologia e inovação terá duração de três anos, com imersão dentro do CNPEM. Processo seletivo de 40 vagas será aberto em novembro e inclui, além da nota do Enem, carta de intenção do candidato e entrevista. Prédio da Ilum Escola de Ciências, iniciativa do CNPEM, em Campinas (SP) Reprodução O Centro Nacional de Pesquisa em Energias e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), que abriga o Sirius, superlaboratório de luz síncrotron que é o maior investimento científico brasileiro, lançou nesta terça-feira (22) a "Ilum Escola de Ciências", que irá oferecer curso de graduação gratuito em ciência, tecnologia e inovação e cujo processo seletivo inclui a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), carta de intenção do candidato e entrevista. O processo seletivo começa em novembro deste ano e as aulas estão previstas para começar em fevereiro de 2022. Serão 40 vagas para o curso de bacharelado em período integral, com duração de três anos, e com imersão gradativa no ambiente de pesquisa e de inovação tecnológica do CNPEM. O financiamento da Ilum será feito pelo Ministério da Educação. A Ilum fica instalada em um prédio do bairro Santa Cândida, em Campinas, endereço onde na década de 1980 os pesquisadores iniciaram o desenvolvimento do primeiro acelerador de elétrons brasileiros, o UVX, recentemente substituído pelo Sirius. O prédio foi reformado para abrigar a Escola de Ciências. Segundo o CNPEM, o currículo contemplará os seguintes campos: linguagens matemáticas; ciências da vida, ciências da matéria, humanidades e empreendedorismo. Nos dois primeiros anos, haverá aulas teóricas e práticas no prédio sede da Ilum com imersão gradual no CNPEM, enquanto o terceiro ano será dedicado exclusivamente ao desenvolvimento de projetos no CNPEM. “A vocação do projeto é a formação de cidadãos e profissionais conscientes dos desafios científicos, tecnológicos e econômicos globais, e que estejam preparados para serem protagonistas de transformações necessárias na sociedade frente a grandes problemas, como energias limpas, produção agrícola, sustentabilidade, saúde, fármacos, materiais e minerais estratégicos e outros.”, explica, em nota, Adalberto Fazzio, diretor da Ilum e um dos idealizadores do projeto. Sirius, laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, reforça a ciência no enfrentamento do novo coronavírus Nelson Kon O que é o Sirius? Principal projeto científico do governo federal, o Sirius é um laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, que atua como uma espécie de "raio X superpotente" que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas. Entenda o Sirius, o novo acelerador de partículas do Brasil Além do Sirius, há apenas outro laboratório de 4ª geração de luz síncrotron operando no mundo: o MAX-IV, na Suécia. Para observar as estruturas, os cientistas aceleram os elétrons quase na velocidade da luz, fazendo com que percorram o túnel de 500 metros de comprimento 600 mil vezes por segundo. Depois, os elétrons são desviados para uma das estações de pesquisa, ou linhas de luz, para realizar os experimentos. Esse desvio é realizado com a ajuda de imãs superpotentes, e eles são responsáveis por gerar a luz síncrotron. Apesar de extremamente brilhante, ela é invisível a olho nu. Segundo os cientistas, o feixe é 30 vezes mais fino que o diâmetro de um fio de cabelo. Entenda como funciona o Sirius, o Laboratório de Luz Síncrotron Infográfico: Juliane Monteiro, Igor Estrella e Rodrigo Cunha/G1 Sirius: maior estrutura científica do país, instalada em Campinas (SP). CNPEM/Sirius/Divulgação Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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